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Você corre risco de invasão cibernética na Olimpíada? Infelizmente, sim

Você corre risco de invasão cibernética na Olimpíada? Infelizmente, sim

by 29 de julho de 2016 0 comments

A proximidade da Olimpíada é uma oportunidade de ver atletas do mundo inteiro em competições de alta performance. É uma época única na qual os olhos do mundo inteiro estão voltados para o local dos jogos, mas também faz do Brasil e da população um alvo potencial para diversas ações criminosas. As empresas de segurança digital já estão alertando para o risco de invasão cibernética durante a Rio 2016.

A Norton, aponta que 65% dos brasileiros correm risco de invasões cibernéticas durante a Olimpíada. De acordo com a empresa, a previsão é baseada no comportamento dos criminosos e usuários durante grandes eventos esportivos como Jogos Olímpicos, a Copa do Mundo e o Super Bowl (final do futebol americano).

“Os cibercriminosos encontram nesses eventos a oportunidade de maximizar o impacto dos seus ataques. Ao implantar um malware em uma rede aberta, por exemplo, eles podem infectar um número muito grande de pessoas. Caso os usuários não tenham prudência e se protejam contra essas armadilhas, seus dados pessoais podem ser roubados e utilizados para prejudicá-los financeiramente, hackear suas redes sociais e muito mais”, diz Nelson Barbosa, engenheiro de segurança da Norton. “Redes de hotéis e restaurantes transmitem a falsa sensação de segurança, mas o usuário não deve se enganar – essas redes também podem ser facilmente invadidas”, alerta o executivo.

Já a a Avast, dos antivírus, aponta que os cibercriminosos de outros países também treinaram muito para esta temporada esportiva e sua medalha de ouro será conseguir os seus dados e o dinheiro de muita gente durante os jogos. A empresa indica alguns pontos para quem vai assistir aos jogos da Rio 2016 que merecem atenção.

Clonagem em caixas automáticos
A clonagem de cartões é feita pelos por eles principalmente colocando um leitor de cartão sobre o leitor original do caixa automático, para escanear o cartão da vítima assim que seja inserido no caixa. Dessa forma, o ladrão consegue todas as informações armazenadas na tarja magnética – no Brasil, a maioria dos cartões tem chip, mas em muitos outros países não. Para conseguir a senha, os ladrões usam uma câmera que grava a digitação dos números no teclado ou também um teclado falso sobre o original do caixa.

“Você deve observar cuidadosamente o caixa automático que vai usar. E se vir algo suspeito ou notar alguna peça que não deveria estar ali, não use. Além disso, é bom visualizar com frequência o saldo da conta e informar ao banco qualquer atividade suspeita”, diz Jaromir Horejsi, analista sênior de malware da Avast.

Phishing e websites
O ataque com phishing é outro dos métodos prediletos dos cibercriminosos, porque é fácil de executar e ao mesmo tempo lucrativo. Os emails e sites de phishing são criados para parecerem reais, o que às vezes torna difícil descobrir a falsificação.

“Não recomendamos fazer clicks em links onde seja pedida a digitação de dados ou de informações pessoais – o que normalmente pedem. Para comprar ingressos, por exemplo, deve-se acessar diretamente o site dos Jogos Olímpicos Rio 2016 . A mesma coisa vale para ofertas em hotéis ou voos – sempre é mais seguro ir diretamente ao site oficial ou autorizado em lugar de clicar em um link recebido por e-mail.

Aplicações móveis falsas
Os cibercriminosos têm atração por pessoas que seguem tendências: durante a Copa America 2016, por exemplo, foi possível encontrar aplicações na Google Play Store que eram imitações do FIFA. Seu objetivo era coletar dados e bombardear os usuários com anúncios.

A melhor maneira de se proteger é instalar preventivamente um aplicativo de antivírus. Ele irá detectar e proteger o usuário de de malwares e adwares. Também se deve estar alerta e baixar aplicativos somente do Google Play Store ou Apple App Store. “Os cibercriminosos também ignoram algumas restrições das lojas de aplicativos, pedindo aos usuários mais dados do que o necessário para o funcionamento dos programas. Eles podem abusar desses dados para roubar identidades digitais das pessoas, ou mesmo hackear suas contas. Antes de baixar um app, tente ler os comentários para ver se não há um ou mais avisando que o aplicativo não funciona como deveria – e assim você saberá que não deve baixá-lo”, diz Nikolaos Chrysaidos, da área de Seguranca e Malware Móvel da Avast.

Wi-Fi inseguro
Quem vai à Rio 2016 seguramente vai querer economizar dinheiro da sua conta de dados usando Wi-Fi público. Acontece que essas redes podem ser facilmente interceptadas para espionagem online. No fim de semana antes do Mobile World Congress, em Barcelona (fevereiro de 2016), a Avast criou um hotspot de Wi-Fi gratuito falso no aeroporto de Barcelona, para ver quem se conectava. Milhares de pessoas fizeram isso e foi possível descobrir que dispositivos utilizavam, que sites estavam acessando ou que aplicativos instalaram.

“Deve-se sempre utilizar um aplicativo de VPN (virtual private network) como o Avast SecureLine VPN, quando se utiliza redes públicas de Wi-Fi. A VPN cria uma conexão criptografada segura e dirige o tráfego para um servidor proxy. A conexão criptografada protege os dados e evita que os hackers tenham acesso a eles ou alterem a comunicação do usuário na internet”, diz Jiri Sejtko, director do Viruslab na Avast.

Acesse os outros sites da VideoPress

Portal Vida Moderna – www.vidamoderna.com.br

Radar Nacional – www.radarnacional.com.br

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