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TI brasileira está despreparada para a Transformação Digital

TI brasileira está despreparada para a Transformação Digital

by 5 de fevereiro de 2018 0 comments

As empresas brasileiras t√™m um longo caminho a ser percorrido para que o ambiente tecnol√≥gico esteja totalmente preparado para suportar as demandas da Transforma√ß√£o Digital. √Č o que conclui um estudo da consultoria IDC e patrocinado pelas fabricantes Dell EMC e Intel. A pesquisa, batizada de IT¬≤ – Indicador de Transforma√ß√£o da TI, mostra que, em uma escala de 0 a 100, as companhias instaladas no Brasil atingiram uma m√©dia de 43,7 pontos, abaixo do que seria o ideal.

De acordo com o estudo, a Automação de Processos foi o tema com os mais baixos resultados (média de 33,9 pontos) entre os indicadores. Em seguida aparece a Modernização da Infraestrutura (com 42 pontos) e os Processos Internos e Cultura (com 55,2 pontos).

‚ÄúTemos a vis√£o de que a transforma√ß√£o da TI ser√° um passo essencial para suportar a digitaliza√ß√£o dos neg√≥cios, a partir de infraestruturas flex√≠veis e escal√°veis, com processos automatizados. Mas o estudo demonstra que as organiza√ß√Ķes ainda t√™m um longo caminho a percorrer e, principalmente, tendem a enfrentar problemas com uma poss√≠vel retomada da economia e um aumento na demanda por projetos digitais‚ÄĚ, explica Marcelo Medeiros, vice-presidente da divis√£o de Solu√ß√Ķes Computacionais e de Redes da Dell EMC na Am√©rica Latina.

S√≥ uma pequena parcela das organiza√ß√Ķes j√° implementou mecanismos avan√ßados para automatiza√ß√£o, apesar dessa quest√£o ser essencial para que as empresas tenham agilidade para adequar o ambiente de TI para as novas demandas dos neg√≥cios relacionadas √† transforma√ß√£o digital e consigam alocar os profissionais para tarefas estrat√©gicas.

O estudo aponta que a virtualiza√ß√£o tem sido o principal ponto avaliado pelos gestores da infraestrutura de TI no sentido de automatizar a gest√£o dos ambientes e ter mais flexibilidade para atender novas demandas. Os servidores t√™m sido um dos recursos mais virtualizados pelas empresas, com 67% dos entrevistados indicando que apresentam de 51% a 100% do processamento em m√°quinas virtuais. Em contrapartida, os equipamentos de rede aparecem como um dos recursos menos virtualizados pelas organiza√ß√Ķes, com mais da metade dos entrevistados n√£o utilizando esse recurso.

Fonte: IT² РIndicador da Transformação da TI (IDC, Dell EMC e Intel)

A maioria das empresas n√£o utiliza mecanismos essenciais para automatizar processos de TI. Como reflexo 57% dos entrevistados afirmam ainda n√£o ter planos de implementar o chargeback (tarifa√ß√£o pelo uso) ‚Äď para cobrar das √°reas de neg√≥cios pelo uso efetivo dos recursos tecnol√≥gicos ‚Äď e o mesmo percentual (57%), por enquanto, n√£o pretende adotar DevOps, metodologia voltada a melhorar a comunica√ß√£o, integra√ß√£o e colabora√ß√£o entre os respons√°veis pela infraestrutura de TI e os desenvolvedores de software.

Entre os entrevistados, s√≥ 17% j√° utilizam o chargeback e 15% pretendem implementar nos pr√≥ximos 12 a 24 meses. Enquanto 13% adotam o DevOps e 13% disseram que existe interesse no tema pela √°rea de Desenvolvimento e de Opera√ß√Ķes.

No conceito de Moderniza√ß√£o da Infraestrutura, 23% desconhecem o storage definido por software. Apesar dos neg√≥cios exigirem respostas cada vez mais r√°pidas e atualizadas da TI, as novas solu√ß√Ķes de infraestrutura n√£o t√™m sido adotadas ou analisadas na velocidade adequada. Como reflexo, muitas das empresas ainda n√£o avaliam o uso de infraestruturas definidas por software, apontadas como um caminho essencial para garantir a moderniza√ß√£o dos ambientes para atender a demanda por transforma√ß√£o digital.

Quando questionados sobre a perspectiva de adoção das tecnologias mais recentes para a modernização da infraestrutura de TI, 13% já implementaram o storage definido por software e 8% planejam adotar em 12 a 24 meses.

O levantamento demonstra ainda que s√≥ 9% das empresas consultadas t√™m a infraestrutura de TI na modalidade de cloud, com automa√ß√£o, cobran√ßa por uso e acesso pela internet. Enquanto que a maioria encontra-se no est√°gio inicial da moderniza√ß√£o, com 40% das organiza√ß√Ķes na fase de virtualiza√ß√£o (com consolida√ß√£o e gerenciamento dos equipamentos virtualizados) e 40% na etapa de consolida√ß√£o dos ambientes. Outros 11% das corpora√ß√Ķes apontam que est√£o em fase de automa√ß√£o, com virtualiza√ß√£o de equipamentos e provisionamento da infraestrutura sob demanda.

Processos Internos e Cultura: s√≥ 19% fazem an√°lise de ROI de todos os projetos de TI. Apesar de o estudo demonstrar que Processos Internos e Cultura s√£o o tema mais bem posicionado pelas organiza√ß√Ķes para suportar a transforma√ß√£o digital, os resultados apontam que os decisores da √°rea de infraestrutura t√™m muito a avan√ßar nessa quest√£o. Um exemplo dessa constata√ß√£o est√° no fato de que s√≥ 19% dos entrevistados afirmam realizar a an√°lise de ROI (retorno sobre investimento) de 100% dos projetos de TI. O que demonstra uma dificuldade de comprovar resultados para as √°reas de neg√≥cio.

Outro ponto de aten√ß√£o do estudo em rela√ß√£o a Processos Internos e Cultura refere-se ao fato de que a maioria dos gestores da √°rea de infraestrutura de TI considera que ainda n√£o s√£o vistos como estrat√©gicos nas organiza√ß√Ķes. Quando questionados sobre a percep√ß√£o que os gestores de neg√≥cio t√™m da √°rea de Tecnologia da Informa√ß√£o, s√≥ 24% apontam que representam um diferencial competitivo para o neg√≥cio, enquanto 44% se veem com uma √°rea de servi√ßos que alavanca os resultados da empresa, 30% como um centro de custos e 1% como inibidores para os neg√≥cios.

Parte dessa vis√£o pouco estrat√©gica deve-se ao fato de que, nos √ļltimos 12 meses, os principais projetos conduzidos pelas √°reas de TI foram voltados √† redu√ß√£o de gastos operacionais, citados por 62% dos profissionais consultados no estudo.

Ainda de acordo com o estudo, mais de 47% das empresas investem mais de 60% dos orçamentos de TI no legado e menos de 40% a iniciativas transformacionais ou associadas à inovação. Segundo Pietro Delai, gerente de Pesquisa e Consultoria da IDC, o estudo trouxe uma visão interessante dos próprios gestores de TI, que se sentem melhores avaliados pelas áreas de negócio quando investem mais na inovação que no legado.

‚ÄúOs gestores da infraestrutura de TI t√™m um grande desafio pela frente e que passa por comprovar os resultados dos seus projetos para as √°reas de neg√≥cios e, principalmente, aumentar iniciativas inovadoras. Com a perspectiva de aumento nas demandas por transforma√ß√£o digital, a √°rea de tecnologia ser√° desafiada a, com um mesmo or√ßamento, alavancar projetos que sejam mais estrat√©gicos para o neg√≥cio. Uma f√≥rmula que s√≥ ser√° poss√≠vel com automa√ß√£o dos processos, moderniza√ß√£o da infraestrutura e uma abordagem mais estrat√©gica dos gestores de TI‚ÄĚ, conclui o vice-presidente da divis√£o de Solu√ß√Ķes Computacionais e Equipamentos de Rede da Dell EMC na Am√©rica Latina.

Ferramenta

Junto com os resultados do estudo, √© lan√ßada a ferramenta IT¬≤ – Indicador de Transforma√ß√£o da TI, desenvolvida pela IDC, em colabora√ß√£o com Dell EMC e Intel. Trata-se de uma an√°lise online e gratuita, dispon√≠vel em https://IT2.idclatinsurvey.com, por meio da qual as empresas brasileiras podem avaliar o grau de maturidade da sua infraestrutura de TI para suportar a transforma√ß√£o digital e comparar os resultados com outras organiza√ß√Ķes instaladas no Brasil.

O estudo da IDC Brasil, patrocinado por Dell EMC e Intel, entrevistou 250 profissionais responsáveis pela decisão de compra da infraestrutura de TI de empresas privadas com mais de 250 funcionários. A análise, realizada no segundo semestre de 2017, avaliou três grandes indicadores essenciais para a maturidade dos ambientes tecnológicos para suportar a transformação digital dos negócios: Processos Internos e Cultura, Automação de Processos e Modernização da Infraestrutura.

Acesse os outros sites da VideoPress

Portal Vida Moderna – www.vidamoderna.com.br

Radar Nacional – www.radarnacional.com.br

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