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Software é a nova infraestrutura

Software é a nova infraestrutura

by 28 de setembro de 2017 0 comments

* Por Rodrigo Parreira

A maioria de n√≥s, que est√° h√° alguns anos no mercado de tecnologia, veio de uma √©poca em que se dizia ‚Äúbuild it and they will come‚ÄĚ, isto √©, primeiro constru√≠mos o que quer que seja (o data center, uma aplica√ß√£o, uma rede…) e depois nos preocupamos com quando e como ser√£o utilizados esses ativos.

Naquele per√≠odo, tudo era novidade, e as possibilidades tecnol√≥gicas eram t√£o amplas que, ao final, essa estrat√©gia sempre dava certo. Em particular, havia vontade e disponibilidade de recursos dos acionistas das empresas. Eles queriam explorar o mundo novo que as ideias de base tecnol√≥gica traziam ‚Äď e, portanto, os investimentos ocorriam facilmente.

Mas o mercado mudou e amadureceu. Os elementos b√°sicos das plataformas tecnol√≥gicas j√° foram instalados na maioria das empresas e a apropria√ß√£o de seus benef√≠cios √© bem entendida pelos investidores. Essa melhor compreens√£o da realidade leva os acionistas das empresas a pautarem os gestores de TI com uma agenda mais sofisticada: como desenhar e implementar arquiteturas flex√≠veis, escal√°veis e eficientes em termos de custos? E o elemento central na resposta desta pergunta √©… software!

N√£o que software seja algo novo nas arquiteturas de TI. Por√©m, o mercado sempre viu seu valor no chamado front end, ou seja, nas camadas mais pr√≥ximas √† interface com o usu√°rio, associado √†s chamadas ‚Äúaplica√ß√Ķes‚ÄĚ. Por outro lado, a infraestrutura ‚Äď o hardware (redes, servidores, armazenagem, etc.), fazia parte do back office, a ‚Äúcasa de m√°quinas‚ÄĚ da TI. Em algum lugar no meio disso tudo estavam as plataformas de gest√£o que, dependendo do vi√©s do analista, poderiam ser classificadas de um lado ou de outro.

E assim se dividia, a grosso modo, o mercado de TI: de um lado, o front end, dominado por plataformas de software e seus fornecedores (Oracle, Microsoft, SAP, etc.) e, de outro, a infraestrutura, fortemente orientada à hardware e seus vendors (Cisco, IBM, HP, EMC, Dell, etc.).

O que estamos vendo atualmente √© a r√°pida converg√™ncia dessas duas camadas. Cada vez mais √© dif√≠cil definir onde termina a infraestrutura e onde come√ßa a aplica√ß√£o. Plataformas de virtualiza√ß√£o e migra√ß√£o de aplica√ß√Ķes para nuvens p√ļblicas e privadas, aliadas a uma r√°pida perda de valor dos elementos de hardware, est√£o associadas a uma mudan√ßa radical de cen√°rio.

Flexibilidade
Os clientes corporativos querem, cada vez mais, utilizar solu√ß√Ķes de software rodando sobre equipamentos gen√©ricos e baratos. Elementos espec√≠ficos da infraestrutura, como roteadores, firewalls e servidores, est√£o sendo rapidamente transformados em inst√Ęncias virtuais constru√≠das, na maior parte das vezes, a partir de plataformas abertas, a exemplo de Openstack, KVM, entre outras. A articula√ß√£o desses elementos f√≠sicos e virtuais com nuvens p√ļblicas garante o m√°ximo de flexibilidade e escalabilidade, e os grandes desafios passam a ser a gest√£o e a opera√ß√£o dessa arquitetura.

Esse √© o cen√°rio que define o papel do integrador e do prestador de servi√ßos no mercado de TI daqui para a frente. As corpora√ß√Ķes necessitam de parcerias com empresas que possam estar junto com elas n√£o apenas na implementa√ß√£o, mas tamb√©m na opera√ß√£o dessas arquiteturas, garantindo a constante atualiza√ß√£o dos componentes de software envolvidos, a integridade e a seguran√ßa do fluxo de informa√ß√Ķes e a transpar√™ncia na gest√£o dos ativos reais e virtuais. Em suma, uma proposta de valor de servi√ßos essencialmente ancorada em plataformas de software, para um usu√°rio cada vez mais maduro e consciente dos custos e benef√≠cios envolvidos em suas op√ß√Ķes tecnol√≥gicas.

* CEO da Logicalis na América Latina

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