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Pelo bem da IoT, Apple e Samsung querem o fim do chip de celular

Pelo bem da IoT, Apple e Samsung querem o fim do chip de celular

by 17 de julho de 2015 1 comment

Os cartões SIM de celulares hoje em dia obrigam os clientes a ficarem atrelados às operadoras. O modelo atual é bem criticado porque realmente prende as pessoas às estratégias de lucratividade dessas empresa que, nem sempre, estão em sintonia com o que o usuário quer. Mas um acordo em fase avançada entre Apple e Samsung, e que conta ainda com o consórcio de mobilidade GMSA, pode mudar isso. A ideia é fazer o chip ser parte dos aparelhos e independente das empresas de telefonia.

A GSMA divulgou comunicado dizendo que a novidade permitiria integração imediata dos dispositivos com a rede. Isso seria uma grande etapa de avanço para a internet das coisas (IoT). Um dos problemas de ter outras “coisas” conectadas na internet seria o custo disso em um modelo agressivo de faturamento e retenção de clientes que as operadoras utilizam hoje em dia. Com o novo SIM, o consumidor adquire o novo device com conexão e já está pronto para utilizar os serviços oferecidos.

Vamos pegar um exemplo hipotético que há muito tempo é teorizado. Uma geladeira conectada na rede e com a tecnologia do IoT poderia controlar o que há dentro dela, de acordo com o que a pessoa usa. Assim, se ela costuma fazer um bolo por semana e só tem um ovo na geladeira, o aparelho doméstico avisaria um varejo que isso está faltando e o estabelecimento enviaria uma mensagem para o consumidor oferecendo uma dúzia e mais outros produtos. Se a operadora de telefonia quiser faturar em cada etapa dessa comunicação e na banda, o serviço fica inviável paro supermercado e para o consumidor final. Um SIM card independente resolveria isso.

A novidade ganhou destaque no mundo. O comunicado partiu primeiramente da GMSA porque seu presidente está de saída e está divulgando os projetos que desenvolveu. Mas a notícia foi muito bem recebida porque é um passo importante para o avanço da IoT e um novo mundo de negócios baseados na internet das coisas

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  1. Aurelino Santos
    #1 Aurelino Santos 9 maio, 2016, 23:49

    Esses dois fabricantes de celulares, Samsung e Apple, não pensaram em um detalhe importante da atual economia brasileira. A venda de chips, representa uma fonte de renda vital para muitas familias nesse cenário critico pelo qual todos estamos passando. Comparo esse advento tecnológico, a saber, o chip incorporado, com a necessidade que há de certas indústrias serem obrigadas a realizar um estudo ambiental prévio, analisando o impacto que irá provocar em torno das instalações que forem construídas. Nesse caso, o chip incorporado irá à médio e longo prazo, retirar toda e qualquer possibilidade de manutenção desse tipo de comércio. Na edição de número 154 da revista Proteste, mês de fevereiro de 2016, há uma matéria cujo título “Combata já o desuso programado” abordando a obsolescência programada dos equipamentos desde a linha de montagem. Seria bem interessante e transparente, se ambas as empresas apresentassem ao grande publico consumidor de seus aparelhos, todas as consequências dessa mudança que está sendo imposta no que diz respeito principalmente à necessidade eventual de se levar o aparelho à uma assistência técnica após o fim da GARANTIA conforme data da compra registrada na nota fiscal. Os técnicos autorizados terão o treinamento adequado para realizarem o reparo, caso o sistema que alterna as operadoras apresente defeito? O custo desse tipo de conserto será razoável ou será mais vantajoso comprar um celular novo? Quando essa hipotética falha operacional ocorrer e, segundo a tal obsolescência programada que grassa no meio industrial, somente com uma substituição da placa principal for possível sanar o problema, como o usuário daquele dispositivo irá lidar com a perda dos contatos diários de seus fornecedores e clientes na hipótese de ser comerciante? Certamente irá amargar sérios prejuízos, o que não aconteceria se tão somente o chip que utilizasse normalmente apresentasse defeito, pois realizaria a substituição do mesmo mediante resgate em uma loja da operadora em questão. Em tempo, sei que na cidade de Niteroi, há um grupo de pelo menos 15 pessoas que saem diariamente de suas casas e, desde as primeiras horas da manhã e até por volta das 20:00 hs, dão um espetáculo à parte defronte o terminal de ônibus intermunicipais, comercializando chips das 4 operadoras com atuação no Rio de Janeiro e dessa forma, garantindo uma renda que não se trata de RENDA EXTRA, pois chegam ali bem cedo e se vão apenas após o ocaso. Em todas as regiões do Brasil deve ser assim dessa forma, mas relato aqui tão somente aquilo que tenho visto. Exorto à todos os cidadãos de todas as regiões desse nosso Brasil, que clamem por aqueles que também exerçam esse tipo de atividade e repliquem nas diversas redes sociais essa imposição de tecnologia, cujo impacto na economia brasileira, provavelmente ainda não foi mensurado.

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