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Os benefícios da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para as empresas brasileiras

Os benefícios da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para as empresas brasileiras

by 29 de outubro de 2019 0 comments

Por Paulo Padr√£o *

J√° se sabe que a nova Lei Geral de Prote√ß√£o de Dados (LGPD), prevista para entrar em vigor em agosto de 2020, alterar√° significativamente as regras para a coleta, armazenamento e utiliza√ß√£o de informa√ß√Ķes digitais dentro das empresas. O que poucos l√≠deres de TI e neg√≥cios j√° perceberam, no entanto, √© que seguir as novas condi√ß√Ķes n√£o √© apenas uma quest√£o de se evitar multas e problemas. Na verdade, a LGPD pode ser uma grande oportunidade para que as companhias brasileiras entrem de vez na Era Digital.

Baseada na regulamenta√ß√£o europeia de prote√ß√£o de dados, a General Data Protection Regulation (GDPR), a lei brasileira tem como objetivo garantir maior privacidade e transpar√™ncia ao uso de informa√ß√Ķes pessoais e corporativas. Al√©m de obriga√ß√Ķes t√©cnicas, por√©m, a nova legisla√ß√£o tem tudo para representar tamb√©m um enorme avan√ßo √† intelig√™ncia estrat√©gica das companhias, agregando mais valor e efici√™ncia √†s informa√ß√Ķes geradas durante os mais diversos est√°gios de produ√ß√£o, vendas ou relacionamento com os clientes.

De acordo com pesquisas das maiores consultorias de negócios globais, mais de 90% dos chefes executivos das principais marcas do planeta admitem, hoje, que entender como extrair valor do mundo digital é um desafio essencial para o futuro de suas empresas. A boa notícia é que a LGPD (e suas equivalentes ao redor do mundo) pode render um bom impulso para que as companhias avancem em suas jornadas de geração de valor a partir dos dados.

Isso porque um dos grandes focos previstos pela Lei Geral de Prote√ß√£o de Dados √© justamente garantir que as companhias alcancem maior visibilidade e controle sobre as informa√ß√Ķes obtidas junto aos clientes, garantindo maior seguran√ßa e privacidade √†s pessoas e aos processos ‚Äď do momento da coleta at√© o arquivamento dos registros. Hoje, menos de 20% das empresas do Brasil possuem sistemas de intelig√™ncia para a an√°lise de informa√ß√Ķes.

O que est√° em jogo com a nova lei, portanto, √© uma profunda mudan√ßa na forma de trabalho de todas as √°reas, tendo os departamentos de TI e ciberseguran√ßa na lideran√ßa de projetos que protejam as informa√ß√Ķes e os ativos digitais. √Č preciso que os l√≠deres entendam quais s√£o os dados que est√£o sendo coletados, quais √°reas e sistemas ter√£o acesso a essas informa√ß√Ķes, como esses insights s√£o usados e, por fim, como todos estes registros ser√£o armazenados (ou descartados).

Esse cen√°rio exige uma compreens√£o profunda sobre a cadeia de dados como um todo. Com o volume de informa√ß√Ķes aumentando exponencialmente, essa √© uma quest√£o que se torna extremamente relevante – ainda mais quando levamos em conta que estamos em uma era na qual conhecer os gostos dos consumidores √© cada vez mais vital para as empresas.

Por isso mesmo, mais do que trabalhar para evitar multas e san√ß√Ķes, os respons√°veis pela √°rea de tecnologia e por dados deveriam encarar a LGPD como um avan√ßo que, se bem utilizado, pode ajudar a guiar os planos de inova√ß√£o para o futuro. Suas regras podem ser usadas como par√Ęmetros e guias para que uma companhia possa, de fato, aproveitar as vantagens da Era das Informa√ß√Ķes de forma acurada, segura e dentro da lei.

Entre as oportunidades est√° a chance de ampliar os recursos de governan√ßa e intelig√™ncia de dados dentro de todos os ambientes da organiza√ß√£o. Com a LGPD, as empresas ser√£o obrigadas a proteger seus bancos de informa√ß√£o, garantindo o correto processo de gest√£o sobre onde e como cada item coletado ser√° usado e quem ter√° acesso a essas informa√ß√Ķes.

Para alcan√ßar uma vis√£o completa e assertiva dos dados de seus clientes, as companhias precisam adotar sistemas modernos para gest√£o, monitoramento, controle e ajuste de fluxo de dados. Hoje j√° √© poss√≠vel adotar solu√ß√Ķes modernas que s√£o capazes de integrar, controlar e rastrear os dados, oferecendo maior seguran√ßa e qualidade √†s informa√ß√Ķes.

De forma pr√°tica, as solu√ß√Ķes de gerenciamento de informa√ß√Ķes permitem capturar, gerenciar, governar e entender diferentes tipos de ativos (dados estruturados e n√£o-estruturados), mantendo a confiabilidade e a conformidade das informa√ß√Ķes, dentro dos requisitos da LGPD e da pol√≠tica de dados interna da companhia. Essas modernas ferramentas de gest√£o da informa√ß√£o permitem que as organiza√ß√Ķes possam suportar iniciativas digitais mais inovadoras, administrando sua infraestrutura de tecnologia com maior efici√™ncia.

Mais do que uma nova lei a ser seguida, os l√≠deres devem olhar para a LGPD como uma chance pr√°tica para aprimorar o dia a dia de suas organiza√ß√Ķes, posicionando-as em um novo patamar de competitividade global. Al√©m de melhorar o controle sobre os dados, as empresas poder√£o aplicar solu√ß√Ķes de Data Intelligence para obter diferenciais competitivos.

Com o apoio das novas solu√ß√Ķes de gerenciamento de conte√ļdo, √© poss√≠vel encontrar, compreender e usar os dados de maneira correta e confi√°vel, transformando o que seria um desafio em uma real oportunidade de crescimento. Resta saber, apenas, quais ser√£o as companhias que deixar√£o de se preocupar somente com as multas para usar esse momento para ingressarem em um novo patamar, preparado para suportar os novos neg√≥cios do futuro.

 

* Paulo Padrão é General Manager da ASG Technologies

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