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Logística e Big Data, tudo a ver

Logística e Big Data, tudo a ver

by 3 de fevereiro de 2015 0 comments

por Wagner Tadeu Rodrigues*

O setor de log√≠stica encontra-se bem posicionado e em condi√ß√Ķes para se beneficiar dos avan√ßos tecnol√≥gicos do Big Data. Provedores de log√≠stica, hoje, gerenciam enorme fluxo de mercadorias e, ao mesmo tempo, criam enormes conjuntos de dados.

Para milh√Ķes de embarques di√°rios, que englobam controles como origem e destino, tamanho, peso, conte√ļdo e localiza√ß√£o, h√° rastreio e controle por meio de redes globais. Mas o rastreamento desses dados explora plenamente o valor que podem agregar aos neg√≥cios? Acredito que hoje n√£o.

N√£o se pode negar que h√° enorme potencial inexplorado para melhorar a efici√™ncia operacional e ‚Äúexperi√™ncias‚ÄĚ em rela√ß√£o ao cliente, e ainda possibilidade de criar novos modelos de neg√≥cios. Considere, por exemplo, os benef√≠cios da integra√ß√£o dos dados log√≠sticos de v√°rios provedores da cadeia de abastecimento. Isto pode eliminar a fragmenta√ß√£o do mercado atual, permitindo uma nova e poderosa corrente de colabora√ß√£o e servi√ßos.

Muitos provedores imaginam que o Big Data mudará os rumos no setor de logística. Em recente estudo global sobre as tendências da cadeia de abastecimento (BLV International, 2013), 60% dos pesquisados afirmaram que planejam investir em análise de Big Data nos próximos cinco anos.

No entanto, a busca por vantagem competitiva come√ßa com a identifica√ß√£o de importantes casos de uso do Big Data. Nesse trabalho, deve-se olhar primeiro para as organiza√ß√Ķes que implantaram, com √™xito, an√°lise de Big Data no contexto das suas pr√≥prias ind√ļstrias. Em seguida, √© preciso considerar uma s√©rie de casos de uso espec√≠ficos para o setor de log√≠stica.

Capitalizar e maximizar o valor dos ativos de informa√ß√£o dever√£o ser, no m√©dio prazo, novos objetivos estrat√©gicos para a maioria das organiza√ß√Ķes. O desafio √© trabalhar para se beneficiar da pilha crescente de dados e colocar esses dados em condi√ß√Ķes para uma boa utiliza√ß√£o. Em especial nas pot√™ncias empresariais estabelecidas na Internet, que criaram com muito sucesso modelos de neg√≥cios orientados para a informa√ß√£o, al√©m de companhias de outros setores em est√°gios iniciais de explora√ß√£o.

De acordo com a citada pesquisa, apenas 14% das companhias europeias já tratam análise de Big Data como parte do seu planejamento estratégico e ainda quase metade delas esperam obter crescimento anual de dados de mais de 25%.

*Wagner Tadeu Rodrigues é presidente da Store Automação

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