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Investidores não devem ignorar moedas virtuais, diz Goldman Sachs

Investidores não devem ignorar moedas virtuais, diz Goldman Sachs

by 10 de agosto de 2017 0 comments

Você pode estar no grupo entusiasta das bitcoins ou estar entre seus céticos. Na verdade não importa sua opinião sobre essa moeda virtual em si, o mundo das criptomoedas é muito maior do que isso e as mudanças que elas estão traçando apenas começou a ser compreendida. E está cada vez mais difícil não prestar a atenção nessa novidade, que une economia, contabilidade e tecnologia, e já acumula ativos totais de $ 120 bilhões.

“Se você acredita ou não no mérito de investir em criptomoedas (e você, com certeza, tem sua opinião), os dólares reais estão agindo aqui e garantindo fluxo, especialmente à luz do crescente mundo das ofertas iniciais de moedas (ICOs) e arrecadação de fundos, que agora excede investimentos ‘anjos’ e ‘seeds’”. Alertaram os analistas do Goldman Sachs, Robert Boroujerdi e Jessica Binder Graham, em um evento para clientes. A declaração foi recebida como um sinal para que investidores comecem a testar com mais vigor esse mundo das moedas digitais e deixem de lado a visão de que isso é coisa de viciados em computação.

As notícias sobre moedas criptografadas são esquizofrênicas e complicadas. Há épocas de grande entusiasmo e valorização, seguidas de grandes depressões e crises de confiança. E a bitcoin não é a única habitante nesse ramo das criptomoedas. As ICOs, que o banco comentou, têm gerado um mercado interessante. Elas são como um IPO de uma empresa (oferta inicial de ações), mas são sobre um novo dinheiro. Um empreendedor cria uma moeda nova e tenta vender participação dela no mercado. Se ela der certo, todos ganham (mais ou menos como o dinheiro real é distribuído pelos bancos e multiplicado pelo mercado). Se fracassar, os investidores recebem o capital de volta.

Esse mecanismo tem sido usado para driblar dificuldades em injetar dinheiro em startups. Empreendedores estão lançando suas próprias criptomoedas em vez de ir ao mercado de capital de risco. A maioria dessas ICOs não passam de um projeto para fomentar negócios iniciantes. “Atualmente, existem mais de 800 por aí, embora apenas nove tenham um limite de mercado superior a US$ 1 bilhão”, apontaram os analistas do banco no evento para clientes. A Ethereum é a mais famosa atualmente.

Fora do mundo financeiro, o esquema tecnológico que sustenta as moedas digitais é uma das grandes tendências para o futuro. O blockchain, uma cadeia de códigos que permite a criação, checagem, confiança e transação de valores é visto como algo que pode eliminar a burocracia em diversos processos das empresas, mesmo que isso não seja baseado em dinheiro. Aprovação de documentos e ordens executivas, por exemplo, podem muito bem ser feitas com blockchains e, com isso, ficarem mais rápidas e sem erros.

Transformações
Especialistas dizem que as mudanças promovidas podem ser maiores e – se alcançadas – podem mudar desde os sistemas de eleição em diversos países até redefinir a economia mundial sem a presença de bancos centrais.

Mas há um longo caminho ainda a ser percorrido. Há entraves em legislações, necessidade de uma inclusão digital massiva e algumas poucas dificuldade técnicas pela frente. O Goldman parece saber disso. No evento para clientes, não ordenou que as pessoas investissem já nas criptomoedas. O recado foi apenas: prestem atenção a isso, porque já passou da hora de olhar para elas.

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