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Intelig√™ncia artificial na sa√ļde: reduzindo a variabilidade do cuidado

Intelig√™ncia artificial na sa√ļde: reduzindo a variabilidade do cuidado

by 18 de dezembro de 2019 0 comments

Por Marcelo Lancerotti *

J√° se foi o tempo em que a intelig√™ncia artificial era exclusividade dos filmes de Hollywood. N√£o h√° d√ļvidas de que os algoritmos e a intelig√™ncia artificial agregam valor a qualquer neg√≥cio ou segmento. E na √°rea da sa√ļde, isso n√£o √© diferente.

Com base em seu extraordin√°rio potencial para redesenhar o sistema de sa√ļde atual, os investimentos nessas tecnologias est√£o em alta e explodindo em popularidade. Os impactos s√£o in√ļmeros e v√£o desde as redu√ß√Ķes de custos, melhorias na qualidade at√© a redu√ß√£o da variabilidade do cuidado.

De acordo com um relat√≥rio recente da Accenture, a intelig√™ncia artificial na sa√ļde √© um componente-chave dentro da tecnologia da informa√ß√£o e, sozinha, pode ser respons√°vel por gerar uma economia de US$150 bi at√© 2026 para a sa√ļde americana.

O mesmo relat√≥rio prev√™ que o crescimento da sua aplica√ß√£o no mercado de sa√ļde atinja US$6,6 bilh√Ķes at√© 2021 – o que representa uma taxa anual de 40%. No Brasil, segundo a Associa√ß√£o Brasileira da Ind√ļstria de Alta Tecnologia de Produtos para Sa√ļde (Abimed), a ado√ß√£o de tecnologias – incluindo intelig√™ncia artificial e algoritmos -, deve crescer entre 5% e 7% em 2019.

A inteligência artificial ajudando na redução da variabilidade do cuidado
A aus√™ncia de um padr√£o de protocolos cl√≠nicos √© apontada como a principal causadora da variabilidade do cuidado, e estudos apontam que esse problema corresponde entre 14% e 16% do gasto total em sa√ļde nos EUA.

A Advisory Board, empresa de melhores pr√°ticas que usa uma combina√ß√£o de pesquisa, tecnologia e consultoria para melhorar o desempenho das organiza√ß√Ķes de assist√™ncia m√©dica, ap√≥s uma an√°lise sobre a variabilidade do cuidado em 468 hospitais, concluiu que entregando cuidados em linha com as melhores pr√°ticas de hospitais de alta qualidade, uma institui√ß√£o pode economizar cerca de US$29 milh√Ķes/ano.

Esse problema, como disse, acontece em todo mundo, e no Brasil, não é diferente.

Sabemos que a intelig√™ncia artificial e os algoritmos podem propiciar in√ļmeras vantagens, ajudando os profissionais da sa√ļde a encontrarem respostas para casos complexos.

Com os subs√≠dios necess√°rios para que os profissionais optem pela decis√£o certa, com base em evid√™ncias cl√≠nicas e protocolos interativos, nas mais diversas etapas do atendimento ‚Äď desde a triagem at√© a interna√ß√£o -, as interven√ß√Ķes certamente acontecem de forma mais r√°pida.

A combina√ß√£o “intelig√™ncia artificial e expertise m√©dica” √© um fator que igualmente rende bons frutos para descobrir padr√Ķes e tamb√©m agir de forma preditiva, sempre com o objetivo de melhorar os cuidados prestados, os resultados cl√≠nicos e at√© mesmo a experi√™ncia do paciente; diagnosticar doen√ßas/condi√ß√Ķes; trazer diversidade de op√ß√Ķes de tratamento sempre centradas no paciente; ajudar a prevenir os erros causados por interven√ß√Ķes humanas; assumir tarefas repetitivas e administrativas que atrasam os processos, entre outras.

Solu√ß√Ķes interativas guiam o m√©dico por todo o diagn√≥stico e permitem inserir dados do paciente, sintomas, exames realizados anteriormente e resultados, entre outras vari√°veis, e os algoritmos din√Ęmicos apoiam na escolha do melhor caminho tanto na fase de diagn√≥stico como na de tratamento.

Algumas solu√ß√Ķes j√° dispon√≠veis, inclusive no Brasil, fornecem os subs√≠dios necess√°rios para que os m√©dicos possam tomar decis√Ķes apropriadas de tratamento por meio de evid√™ncias cl√≠nicas j√° comprovadas e, com isso, direcionar o tratamento em condi√ß√Ķes de sa√ļde que normalmente levam √† variabilidade do cuidado.

Os protocolos podem ser constru√≠dos tanto no formato fluxograma/√°rvore de decis√£o ou em t√≥picos que descrevem mais profundamente cada uma das etapas, ambas atendendo os padr√Ķes nacionais e internacionais que garantem a qualidade do atendimento.

As solu√ß√Ķes e os algoritmos tamb√©m ajudam a reduzir o n√ļmero de exames desnecess√°rios, evitar erro nos diagn√≥sticos e desfechos adversos para os pacientes devido √† falha na interpreta√ß√£o de exames, aspectos esses respons√°veis tamb√©m pela variabilidade do cuidado.

Orienta√ß√Ķes concisas guiam para a√ß√£o imediata, ou seja, n√£o apenas para avalia√ß√£o, mas tamb√©m para determinar se s√£o necess√°rios futuros procedimentos ou medicamentos a prescrever.

Em suma, em uma sociedade digital que come, dorme e respira os benef√≠cios da Internet das Coisas (IoT), a Intelig√™ncia artificial torna-se cada vez mais bem-vinda na atual agenda da sa√ļde em evolu√ß√£o, abrindo o caminho para a inova√ß√£o, reinventando a forma como os cuidados s√£o prestados e, potencialmente, ajudando a economizar bilh√Ķes em √Ęmbito mundial, al√©m √© claro de minimizar os impactos da onerosa variabilidade do cuidado.

 

* Marcelo Lancerotti é Country Manager da Wolters Kluwer Health no Brasi

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