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Demitido da TI da faculdade ele mudou a senha e exigiu US$ 200 mi

Demitido da TI da faculdade ele mudou a senha e exigiu US$ 200 mi

by 18 de janeiro de 2017 0 comments

A nuvem é o melhor lugar para proteger os dados de uma empresa e evitar dores de cabeça? Bom, isso depende de quem tem a senha. Como mostra o recente caso do American College of Education, uma faculdade on line de Indianápolis sem fins lucrativos, é melhor não deixar somente uma pessoa da TI guardando o acesso às informações da instituição.

O funcionário Triano Willians, do departamento de tecnologia da informação da faculdade, foi demitido e, como forma de vingança, mudou a senha geral do Google, que dá acesso ao e-mail vários documentos usados em aulas. Com isso, deixou a instituição sem acesso a uma de suas plataformas de comunicação e cerca de 2 mil estudantes sem material de ensino.

O caso virou uma briga judicial acirrada e uma lição sobre cloud computing. Em sua ação , o empregado alega que a senha do administrador foi gravada automaticamente no laptop de sua empresa . O equipamento, diz ele, foi devolvido à faculdade e sua demissão foi por discriminação racial.

Do outro lado, a faculdade diz que Williams teria forçado a recontratação como consultor especial para garantir acesso às informações. Isso se daria mediante um pagamento de US$ 200 mil. Isso caracterizaria uma chantagem disfarçada.

O American College of Education oferece mestrado on-line e doutorado em todo os EUA por US$ 235 a US$ 306. A instituição usava uma TI terceirizada e espalhada pelo país. Mas no início de 2015 criou um plano de demissão e centralização dos serviços em Indianápolis. Com a desistência de vários colaboradores, Willians ficou como único administrador da TI. Em abril, ele foi demitido após recusar oferta de mudança, aponta a ação da faculdade arquivada no Marion County Superior Tribunal.

Antes de sair, a faculdade alega que Williams mudou a senha e informações de login em uma conta do Google. Em maio, os estudantes que voltaram não puderam mais acessar suas contas de e-mail, papéis e outros cursos. O acesso foi suspenso após muitas tentativas de login erradas na conta administrativa. O Google não providenciou outra senha, já que Willians era o único administrador de tudo que constava do sistema.

A faculdade que virou lição
Willians não compareceu em diversas audiências em Indianápolis. O tribunal local emitiu um julgamento padrão, em setembro, e impôs uma indenização de US$ 248 mil a ser paga para a faculdade. Advogados do empregado recorreram e o caso caminha para altas cortes americanas com o adendo ao processo de uma acusação de que a faculdade quer que Willians trabalhe de graça sob ameaças judiciais.

No final do ano passado, o American College of Education conseguiu provar ao Google que era dono do acesso e conseguiu nova senha. Mesmo assim, mudou de provedor de nuvem para diversos serviços. Empresas de cloud costumam ser rígidas em casos assim. O pedido de um administrador pode ser um golpe de hackers e há uma série de provas que são pedidas antes de nova liberação.

O caso, conta o Indianapolis Star,  extrapolou a esfera judicial americana e vem sendo usado como exemplo de como transferir informações e a TI para a cloud computing, com regras, governança e cuidados com funcionários. No final, a faculdade virou aula de como terceirizar a TI, mas não terceirizar responsabilidades.

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