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Conex√Ķes m√≥veis cresceram nas classes D/E, regi√£o Norte e √°rea rural

Conex√Ķes m√≥veis cresceram nas classes D/E, regi√£o Norte e √°rea rural

by 6 de setembro de 2017 0 comments

O n√ļmero de domic√≠lios conectados por meio de banda fixa mant√©m-se est√°vel no Brasil. √Č o que aponta a pesquisa TIC Domic√≠lios 2016, divulgada nesta ter√ßa-feira (05) pelo Comit√™ Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informa√ß√£o (Cetic.br) do N√ļcleo de Informa√ß√£o e Coordena√ß√£o do Ponto BR (NIC.br). A banda larga fixa √© o tipo de conex√£o utilizada por 23 milh√Ķes dos domic√≠lios, mesmo patamar de 2015.

O acesso √† Internet m√≥vel, por sua vez, tem se destacado. A banda larga m√≥vel √© a principal forma de conex√£o para um quarto dos domic√≠lios brasileiros com acesso √† Internet, estando presente em 9,3 milh√Ķes de domic√≠lios. Entre as resid√™ncias conectadas, as conex√Ķes m√≥veis s√£o encontradas em maiores propor√ß√Ķes nas classes D/E, na regi√£o Norte e nas √°reas rurais.

A pesquisa tamb√©m revela que a propor√ß√£o de domic√≠lios com acesso √† Internet, mas sem computador dobrou em dois anos, passando de 7%, em 2014, para 14% em 2016 ‚Äď o equivalente a 4,4 milh√Ķes de domic√≠lios. “Os resultados indicam maior presen√ßa dos acessos m√≥veis nos domic√≠lios brasileiros, que ocorrem principalmente por meio do uso de telefones celulares. O crescimento da banda larga m√≥vel, contudo, ocorre com maior intensidade entre os domic√≠lios das classes sociais menos favorecidas e em regi√Ķes que tradicionalmente apresentam conectividade mais restrita, como √© o caso da regi√£o Norte e das √°reas rurais”, enfatiza Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

Conectados x desconectados
No Brasil, 54% dos domic√≠lios est√£o conectados √† Internet, o que representa 36,7 milh√Ķes de resid√™ncias ‚Äď um crescimento de tr√™s pontos percentuais em rela√ß√£o a 2015. Os padr√Ķes de desigualdade revelados pela s√©rie hist√≥rica da pesquisa persistem: apenas 23% dos domic√≠lios das classes D/E est√£o conectados √† Internet, enquanto em √°reas rurais esta propor√ß√£o √© de 26%. O acesso √† Internet est√° mais presente em domic√≠lios de √°reas urbanas (59%), e nas classes A (98%) e B (91%).

A pesquisa revela ainda que em 18% das residências conectadas a Internet também é utilizada pelo domicílio vizinho. Essa prática de compartilhamento da conexão à Internet é mais comum em domicílios localizados em áreas rurais (30%) e na região Nordeste (28%).

A TIC Domicílios 2016 também traz um indicador sobre o principal motivo para a falta de Internet nos domicílios no Brasil: 26% dos domicílios desconectados afirmam que a conexão é cara, enquanto 18% mencionam falta de interesse.

Dispositivos de acesso e tipo de conex√£o
A pesquisa TIC Domic√≠lios 2016 aponta que o uso da Internet por indiv√≠duos de 10 anos ou mais passou de 58%, em 2015, para 61%, em 2016. No total, o Brasil conta com 107,9 milh√Ķes usu√°rios de Internet.

A pesquisa confirma a tendência, já revelada na edição de 2015, de avanço do celular como principal dispositivo de acesso à rede. Em 2016, 93% dos usuários de Internet utilizaram o celular para navegar na rede, um aumento de quatro pontos percentuais em relação ao ano anterior. Em contrapartida, foi registrada queda no percentual de usuários que acessam a rede por meio de computador: 80% dos usuários em 2014 e 57% dos usuários de Internet em 2016.

O principal local de acesso à Internet continua sendo o próprio domicílio (92%) e a proporção de usuários que acessam a Internet na casa de outra pessoa (amigo, vizinho ou familiar) segue relevante (60%).

Entre os usuários de Internet pelo telefone celular, o Wi-Fi se mantém como o tipo de conexão mais mencionado: 86% dos usuários afirmam utilizar o Wi-Fi, enquanto 70% utilizam a rede 3G ou 4G. Além disso, um em cada quatro usuários afirma ter se conectado exclusivamente por meio de Wi-Fi (25%), hábito que é mais comum entre os de 10 a 15 anos (42%). Outros 11% acessam apenas por redes 3G ou 4G, proporção que é maior entre os de classes D/E (18%).

Atividades realizadas na rede
J√° no que diz respeito √†s atividades on-line, as mais mencionadas continuam sendo o uso da Internet para envio de mensagens instant√Ęneas (89%) e uso de redes sociais (78%) ‚Äď propor√ß√Ķes que se mant√©m est√°veis em rela√ß√£o √† edi√ß√£o anterior da pesquisa. Em 2016, observou-se que 17% dos usu√°rios usam a Internet para divulgar ou vender produtos ou servi√ßos, enquanto essa propor√ß√£o era de apenas 7% em 2012.

Entretenimento on line
A pesquisa TIC Domic√≠lios 2016 tamb√©m mostra que h√° diferen√ßas quanto ao consumo de bens culturais on-line entre os residentes em √°reas urbanas e rurais. Enquanto 70% dos usu√°rios de Internet de √°reas urbanas afirmam assistir a v√≠deos, programas, filmes ou s√©ries on-line, essa propor√ß√£o √© de 56% nas √°reas rurais. Ouvir m√ļsica on-line √© uma atividade realizada por 64% dos usu√°rios de √°reas urbanas e 53% de √°reas rurais. “O indicador revela a exist√™ncia de desigualdades tamb√©m quanto ao tipo de atividade realizada pelos usu√°rios a depender de condi√ß√Ķes de infraestrutura, sobretudo, quando se trata de aplica√ß√Ķes que requerem velocidades de banda mais alta, como √© o caso de streaming de v√≠deo. Esse √© mais um ponto importante para garantir uma plena inclus√£o digital”, ressalta Barbosa.

Em sua 12ª edição, o estudo realizou entrevistas em mais de 23 mil domicílios em todo o território nacional, entre novembro de 2016 e junho de 2017 com o objetivo de medir o uso das tecnologias da informação e da comunicação nos domicílios, o acesso individual a computadores e à Internet, atividades desenvolvidas na rede, entre outros indicadores.

Para acessar a TIC Domicílios 2016 na íntegra, assim como rever a série histórica, visite https://cetic.br/. Compare a evolução dos indicadores a partir da visualização de dados disponível em: https://data.cetic.br/cetic/explore?idPesquisa=TIC_DOM.

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