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Computação de grande porte para a Transformação Digital

Computação de grande porte para a Transformação Digital

by 4 de dezembro de 2018 0 comments

Por Paulo Passianoto *

Sabe o que as reservas de viagem e os dados de uma grande empresa financeira têm em comum? Um mainframe. Você pode até achar que esses supercomputadores estão morrendo, mas, segundo estudos da IBM, 90% das instituições bancárias e/ou financeiras do mundo ainda utilizam computadores de grande porte e nada sugere que essa realidade vá mudar em curto prazo.

Ao contrário do que se chegou a imaginar no passado, os mainframes seguem em funcionamento e estão tendo que se adaptar para interagir com novas tecnologias, como Cloud, Analytics e Big Data. A maioria das grandes empresas ainda não conseguiram aposentar seus computadores de grande porte, ou simplesmente não desejam fazer isso por questão de segurança. Para surpresa de muitos, as pesquisas da IBM indicam que 91% dos principais aplicativos móveis utilizam algum tipo de processamento em computadores de grande porte.

As empresas precisam buscar uma abordagem moderna para a Transformação Digital de seus negócios para obterem sucesso na era da economia da informação. Com as soluções de gerenciamento de informação, as organizações podem localizar, entender, governar e entregar informações de qualquer tipo, provenientes de qualquer fonte (estruturada ou não) ao longo do ciclo de vida, desde a captura até a análise e o consumo. Com o uso de modernas soluções de gerenciamento de sistemas de TI, é possível suportar iniciativas digitais e inovadoras, administrar a infraestrutura de TI com maior eficiência e eficácia, além de reduzir os custos de gerenciamento e de operação da estrutura de TI.

Com o uso de sistemas específicos para integração de ambientes, os computadores de grande porte podem ser utilizados até para gerenciar o funcionamento de dispositivos como máquinas de cartões de crédito e leitores de código de barras, assim como a gestão dos milhares de dados transmitidos a cada nova transação. Ou seja, estão indo além dos ambientes fechados, onde ficam instalados, para apoiar as empresas na gestão de caixas eletrônicos, de aplicações do varejo e até no comércio eletrônico, que demanda lista de produtos e de estoques atualizados a cada minuto. O fator segurança é outro atrativo para manter os equipamentos de grande porte ainda vivos, atuando em conjunto com soluções de processamento de dados na ponta, garantindo um ambiente que mescla segurança e inovação.

Além disso, com o mundo cada vez mais conectado, todos os mercados precisam aprender a conviver com uma crescente demanda de gerenciamento de dados e, neste contexto, os mainframes ainda devem continuar úteis por conta de sua alta capacidade de processamento. Seu grande diferencial é a capacidade de realizar milhões de operações de forma rápida e ágil, com segurança e performance superiores a servidores comuns, tornando-se indicados também para uso em novos ambientes digitais. Os estudos da IBM apontam que 60% de todo o tráfego mundial on-line passa por mainframes. Com o aumento das demandas por gerenciamento de dados pessoais, históricos de clientes e informações de perfis, o volume de dados tende a crescer de forma exponencial nos próximos anos.

A Transformação Digital demandará ambientes baseados em governança. Segundo o relatório global The Future of Enterprise Data: Democratized and Optimized, 53% dos líderes apontam que, embora suas operações tenham feito progressos ao lidar com dados pessoais conforme as necessidades de segurança e a legislação, ainda há muito a ser feito para garantir que as informações estejam realmente seguras e totalmente em conformidade com as novas regras mundiais. Para 2019, 35% dos CIOs que participaram dessa pesquisa indicam que irão investir mais em governança de informações e 28% dizem que vão aumentar os investimentos em Linhagem de Dados para investigar e promover maior integridade para os dados gerenciados por suas empresas.

O uso efetivo de dados exige que a veracidade das informações estejam alinhadas com as necessidades dos negócios para conformidade e insights. A Inteligência de Dados possibilita a tomada de decisões baseadas em fatos, de forma ágil e correta, ajudando o desenvolvimento e o sucesso dos negócios. A crescente necessidade por governança, gestão de riscos e conformidade por análise e valoração de dados deve manter em alta a demanda por sistemas de controle. Sem dúvida, o sucesso no gerenciamento de sistemas de metadados precisa estar baseado na evolução da tecnologia e, mais importante ainda, nas mudanças de práticas de como as informações são armazenadas e analisadas para apoiarem no crescimento das empresas.

Portanto, as companhias só têm a ganhar se conseguirem integrar seus ambientes abertos e suas aplicações direcionadas para inovação com sistemas de grande porte que atuam na retaguarda, como os mainframes. Unir a robustez do mainframe com aplicativos mobile e baseados em Cloud são opções bem interessantes para organizações que buscam agilidade.

A tecnologia já está disponível para garantir acesso a qualquer dado, a qualquer tempo e a partir de qualquer lugar. As plataformas de gerenciamento de conteúdo permitem descobrir o registro histórico dos dados e rastrear suas origens, garantindo a integridade dessas informações nos mainframes. Cabe às organizações aplicar mais automação à inteligência de dados e expandir o acesso por meio de ferramentas de autoatendimento para encontrar, entender e usar os dados corretos para a tarefa certa, gerando a vantagem competitiva que diferencia as empresas em seus setores de atuação.

 

* Paulo Passianoto é Senior Solutions Engineer da ASG Technologies

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