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Cloud Services Brokerage. É hora de analisar?

Cloud Services Brokerage. É hora de analisar?

by 6 de fevereiro de 2015 0 comments

Anderson Figueiredo*

Quando começamos a nos acostumar e a compreender os inúmeros produtos e/ou soluções que nos são apresentados pelos players de Tecnologia da informação e Telecom (TIC), acabamos surpreendidos por novos conceitos e novas soluções relacionadas a ofertas que estão no mercado há pouco tempo, como por exemplo, as de cloud computing.

Mas “Cloud” é muito mais do que uma oferta de tecnologia. É basicamente um novo modelo de negócios apoiado na contratação de serviços como cloud pública, cloud privada, soluções híbridas, infraestrutura como serviço (IaaS), software como serviço (SaaS), plataforma como serviço (PaaS), entre outros.

Esse modelo movimentou valores superiores a R$ 2 bilhões no Brasil em 2014. Na grande maioria, puxados por pequenos projetos em que as áreas de TI das empresas usuárias buscam validar se a contratação por meio do modelo cloud pode auxiliar no atingimento de resultados e objetivos definidos na estratégia da organização.

Todo conceito que provoca disrupção em relação aos tradicionais, por precaução, sugere um caminho mais equilibrado para contratações. É assim com cloud computing. Portanto, é necessário e prudente que a contratação aconteça por etapas. Para a maioria absoluta das empresas, a contratação de recursos no modelo “como serviço” não deverá contemplar 100% do seu ambiente de hardware e software.

É praticamente inevitável que ao migrar para soluções em cloud em qualquer de suas modalidades, a empresa o faça por meio de inúmeros provedores, que somados aos já existentes, resultem num ambiente de extrema complexidade, tanto operacional quanto tecnológica e administrativa, situação cada vez mais comum em ambientes de TI em todas as partes do mundo.

Cresce a quantidade de empresas usuárias que vivem essa realidade. Para simplificar a gestão desses ambientes, há poucos anos, o mercado americano deparou-se com uma oferta diferenciada, denominada Cloud Services Brokerage (CSB). Ela se caracteriza pela contratação de um único fornecedor e, portanto, tem uma única interface de negociação.

Essa interface representa todo o conjunto de provedores que integram o projeto contratado e é, portanto, responsável pela gestão de relacionamento entre cliente e provedores contratados e otimização da integração dos diversos ambientes em operação. Apoiado em um cenário de maior escala, tem condições de realizar melhores negociações de novas contratações ou renovações de projetos no modelo Cloud.

O Gartner define Cloud Services Brokerage como “… um modelo de negócio na área de TI em que um fornecedor presta serviços, agregando valor a um ou mais serviços de nuvem contratados por empresa usuária, atuando em nome dessa organização junto aos provedores e assumindo a responsabilidade pela agregação, integração e customização de todos esses serviços.”

Para o National Institue of Standards and Technology, um órgão regulador dos Estados Unidos, similar à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), prega a seguinte conceituação: “Um provedor atuando como Cloud Services Broker oferece intermediação, monitoramento, transformação/portabilidade, governança, serviços de integração e ainda negocia relações entre vários provedores e a empresa consumidora”.

Na prática, constatamos que é cada vez maior a necessidade dos executivos de TI em garantir a interoperabilidade entre ambientes no modelo Cloud e soluções on-premise. E é recorrente a preocupação desses profissionais com a complexidade, tempo e custo relacionados à integração entre os diversos provedores de soluções em Cloud que venham a contratar. A proposição Cloud Services Brokerage tende a ser uma solução muito prática e positiva que certamente irá mitigar os impactos nas empresas usuárias.

As projeções para esse mercado, que conta atualmente com algumas dezenas de provedores e é a categoria de serviços de TI com maior crescimento no mercado, apontam que de uma receita mundial inferior a US$ 1 bilhão em 2010, o faturamento em 2015 deverá chegar a centenas de bilhões de dólares.  As empresas de consultoria de TI estimam ao final deste ano, 20% de todos os serviços em nuvem serão consumidos por meio de provedores CSB. Como referência, esse índice era inferior a 5% em 2010.

Podemos constatar, portanto, que é unânime entre os especialistas de mercado que Cloud Services Brokerage passa a ser avaliado pelos gestores de TI de grandes e médias empresas como o passo inicial para otimizar a gestão de suas, cada vez mais complexas, cadeias de fornecedores de serviços de TIC.

*Anderson Figueiredo é consultor de TI há 35 anos

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