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Brexit: a nova ordem ou desordem mundial?

Brexit: a nova ordem ou desordem mundial?

by 1 de julho de 2016 0 comments

* Por Marco Stefanini

O dia 24 de junho passou a ter um novo significado para o mundo. Por mais que a vota√ß√£o do referendo no dia anterior estivesse apertada, muitas pessoas se surpreenderam com a decis√£o de 52% da popula√ß√£o pela sa√≠da do Reino Unido da Uni√£o Europeia. O resultado ainda gera incertezas pol√≠ticas e econ√īmicas, at√© porque √© preciso um m√≠nimo de dois anos para se concretizar a separa√ß√£o.

Para alguns especialistas, a sa√≠da brit√Ęnica ser√° um duro golpe ao projeto europeu, que vem sendo constru√≠do desde o p√≥s-Segunda Guerra Mundial. A Uni√£o Europeia¬†√©, atualmente, o maior bloco econ√īmico do mundo, conhecido pela livre circula√ß√£o de bens, pessoas e mercadorias, al√©m da cria√ß√£o de uma moeda √ļnica. Pa√≠ses como Dinamarca e Inglaterra preferiram manter suas moedas nacionais, mas os demais foram adotando o euro de maneira gradativa.

Com o resultado do Brexit, como ficou conhecido o referendo, essa concep√ß√£o de um grande bloco econ√īmico europeu √© colocado em xeque. Parece que uma nova ordem ‚Äď ou desordem ‚Äď mundial est√° surgindo, com a amea√ßa de um efeito domin√≥ junto a outros pa√≠ses. Qual ser√° o impacto de tudo isso? H√° quem aposte no enfraquecimento do bloco, com uma queda do crescimento econ√īmico na zona do euro de 0,6 ponto percentual no pr√≥ximo ano. H√° quem diga que muita √°gua vai rolar nesta ponte e que o cen√°rio pode n√£o ser t√£o desolador, como se apresenta num primeiro momento.

Adaptação ao cenário
Para as empresas brasileiras que investem no Reino Unido e em outros pa√≠ses europeus, a dica √© avaliar com cautela o cen√°rio e n√£o tomar nenhuma medida precipitada. Como tudo na vida h√° dois lados, um fator que pode ser positivo para o Pa√≠s √© a possibilidade de ampliar seu poder de barganha. Em vez de negociar apenas com um bloco, o Brasil estabelece uma rela√ß√£o direta com o Reino Unido, se beneficiando ‚Äď de imediato ‚Äď da exporta√ß√£o de produtos do mercado prim√°rio, que antes sofriam com barreiras impostas pela UE.

Mais do que nunca, as multinacionais brasileiras dever√£o utilizar o poder inerente de resili√™ncia para se adaptar ao novo cen√°rio. Pensar em uma pol√≠tica direcionada para comunidade europeia e, ao mesmo tempo, compreender melhor o novo posicionamento do Reino Unido nas rela√ß√Ķes internacionais pode ser o melhor caminho. O importante √© n√£o esperar pela tempestade e agir j√°!

* CEO Global do Grupo Stefanini

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