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Big Data Analytics define o futuro do combate ao terrorismo

Big Data Analytics define o futuro do combate ao terrorismo

by 23 de novembro de 2016 0 comments

* Por Rodrigo Africani

Desde 1970, o terrorismo tem ficado cada vez mais frequente e j√° contabiliza mais de 140 mil v√≠timas ao redor do mundo, em sua maioria, cidad√£os. Al√©m dos not√≥rios ataques coordenados ao World Trade Center, nos EUA, outras dezenas de pa√≠ses foram palco de uma escalada assustadora de atentados, como os que ocorreram na Fran√ßa e na B√©lgica, com 270 mortos somente nos √ļltimos dois anos.

Por conta disso, as ag√™ncias de intelig√™ncia dos EUA e das pot√™ncias europeias est√£o investindo fortemente em novas formas de combater o terrorismo. Essa √© uma tarefa exponencialmente mais √°rdua, considerando que as novas organiza√ß√Ķes terroristas, como o Estado Isl√Ęmico, est√£o distribu√≠das em milhares de c√©lulas isoladas, agindo de forma independente e dificultando a trilha de investiga√ß√£o para encontr√°-las.

Isso significa que as antigas t√°ticas de investiga√ß√£o, centradas em dispositivos de vigil√Ęncia, grampos, interroga√ß√Ķes e informantes para expor as ‚Äúteias‚ÄĚ de relacionamento, perderam rapidamente a efici√™ncia diante do novo modus operandi das organiza√ß√Ķes terroristas. Ao inv√©s disso, os investigadores est√£o trocando escutas e armas de fogo por ferramentas anal√≠ticas cada vez mais avan√ßadas e escal√°veis, apostando no Big Data para identificar e apreender suspeitos antes mesmo de eles agirem. Somente em 2016, a intelig√™ncia norte-americana dever√° gastar US$ 1.7 bilh√£o em projetos e pesquisas de Big Data.

Com o uso de Analytics, os investigadores est√£o lidando com milhares de petabytes de dados capturados de pessoas e eventos, que s√£o processados, combinados e analisados para detectar padr√Ķes, comportamentos suspeitos e at√© para trabalhar de forma preditiva na identifica√ß√£o de poss√≠veis ataques. Isoladamente, esses dados s√£o meramente dados. Mas, interligados com poderosas ferramentas de minera√ß√£o e visualiza√ß√£o de dados, podem ser capazes de gerar valiosas pistas e insights.

Como encontrar esses dados? A realidade √© que todos n√≥s deixamos pistas por onde passamos e do que estamos fazendo. S√£o atualiza√ß√Ķes em perfis de redes sociais, registros telef√īnicos, movimenta√ß√Ķes banc√°rias e com cart√£o de cr√©dito, reservas de passagens, conversas via aplicativos de mensagem e praticamente qualquer outra atividade pela internet, a partir de qualquer dispositivo conectado. E os governos est√£o monitorando tudo isso para ir al√©m das buscas pelo que eles j√° esperam encontrar ‚Äď eles querem encontrar at√© o que n√£o esperam. E uma das principais vantagens da intelig√™ncia anal√≠tica √© justamente essa. N√£o √© necess√°rio saber exatamente o que se procura, pois a tecnologia pode fazer isso por voc√™.

O ex-diretor da NSA (Ag√™ncia de Seguran√ßa Nacional dos EUA), Mike Rogers, j√° afirmou diversas vezes que esse trabalho de monitoramento e de Analytics √© essencial para evitar outros grandes ataques terroristas, e que ferramentas como o Facebook e o Twitter podem ser valiosos aliados nesse combate. Em 2015, o estudo The Isis Twitter Census mostrou que 46 mil contas do Twitter estavam sendo operadas pelo Estado Isl√Ęmico. Em fevereiro deste ano, outras 125 mil delas foram suspensas por promover mensagens terroristas.

Nova realidade tecnológica
Nesse sentido, um dos grandes desafios ainda √© o de utilizar recursos anal√≠ticos para distinguir os ‚Äúlobos solit√°rios‚ÄĚ das organiza√ß√Ķes terroristas de pessoas que apenas est√£o falando de extremismo. Muitas ag√™ncias ainda possuem dificuldade para tirar o m√°ximo proveito dos dados que possuem para esse objetivo, mas j√° existem iniciativas para compartilhamento efetivo de intelig√™ncia entre ag√™ncias e governos com grandes volumes de dados. Isso dever√° auxiliar uma s√©rie de investiga√ß√Ķes, como o projeto Minerva, lan√ßado em 2008 e com a finalidade de levantar perfis de incitadores de revoltas e ataques terroristas nas redes sociais.

Portanto, já estamos vivenciando uma realidade tecnológica que permite o uso do Big Data e das tecnologias analíticas mais avançadas para combater efetivamente o terrorismo. E não estamos tão longe assim do filme de ficção Minority Report (2002), pois teremos cada vez mais recursos para identificar e capturar terroristas muito antes de ocorrer um ataque. Cada vez mais, o desafio de conscientização de governos e empresas a respeito dos benefícios de Big Data se torna menor e nos coloca um passo à frente do futuro.

gerente de Negócios de Data Management do SAS América Latina

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