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A tecnologia como agente transformador da educação

A tecnologia como agente transformador da educação

by 3 de outubro de 2019 0 comments

Por Sylvia de Moraes Barros *

O termo blended learning, ou ensino híbrido, tem sido pautado como a evolução do modo de ensinar. A expressão, que significa disponibilizar ao aluno parte das aulas de maneira presencial e outra de modo remoto, explorando o uso de aplicativos e recursos online, é também uma possibilidade de usar a força da internet para escalar o aprendizado personalizado.

Enquanto no ensino presencial o professor est√° pessoalmente na sala de aula, expondo o conte√ļdo e interagindo com os alunos, momento essencial para o processo de aprendizado mas nem sempre vi√°vel √†queles alunos que n√£o tem tempo para estar l√°, no ensino h√≠brido √© poss√≠vel usar o tempo de maneira mais produtiva, transferindo parte da dedica√ß√£o a internet.

Assim, professor e aluno podem estar conectados, ensinando e aprendendo através de plataforma online, sem precisar sair de onde estão.

Embora as promessas que rondam essa nova forma de lecionar sejam bastante positivas, por facilitar a participação de mais alunos nas aulas, é preciso ter bem claro que o professor segue insubstituível.

Cursos 100% online, onde não há a interação presencial com um professor pelo menos durante parte da carga horária, tendem a ter um alto nível de desistência, pois não há engajamento e o aluno tem mais dificuldade em ver seu progresso.

Por√©m, a f√≥rmula que combina parte do ensino presencial, em sala de aula com um professor e outros alunos, e parte do processo de forma remota, seja atrav√©s de exerc√≠cios pr√°ticos ou at√© de aulas online, √© hoje o formato ideal para que alunos com restri√ß√Ķes de tempo e de dedica√ß√£o possam participar das aulas, aprender e concluir seus cursos.

√Č um modelo de ensino, portanto, que veio para ficar.

Quando se trata de crian√ßas, por√©m, h√° algumas diferen√ßas. Para as crian√ßas da primeira inf√Ęncia, que procuram na imagem do professor algu√©m em quem possam confiar e se apoiar ao longo do per√≠odo escolar, a intera√ß√£o presencial √© ainda mais necess√°ria e imprescind√≠vel para o desenvolvimento de suas habilidades.

Neste caso, a sugest√£o √© inserir a tecnologia em sala de aula por meio do uso de recursos como lousa interativa, aplicativos com jogos e atividades complementares e aulas no computador, orientadas sempre por um professor. O que motiva o aluno do p√ļblico infantil a querer aprender √© a curiosidade e a ludicidade das aulas.

Se o professor resolve explorar um tema, como animais exóticos, por exemplo, para ensinar o vocabulário e algumas estruturas gramaticais que podem ser usadas para descrevê-los, é possível trazer para a sala de aula um vídeo sobre curiosidades, mostrando cada um em seu habitat e abrindo uma excelente oportunidade para debate.

√Č usar a tecnologia como um aliado para que os alunos entrem em contato com pessoas de outras nacionalidades e fa√ßam entrevistas ao vivo para o aprendizado de perguntas e respostas do dia a dia. A gamifica√ß√£o, outra √≥tima op√ß√£o, tamb√©m pode ser usada como um poderoso recurso para o aluno estudar em casa, sem depender de um adulto, possibilitando complementar o aprendizado de sala de aula e se divertir ao mesmo tempo.

O uso de tecnologia em sala de aula facilitou muito o agu√ßamento da curiosidade e a exposi√ß√£o do aluno a conte√ļdos relevantes, assim como a disponibiliza√ß√£o de aplicativos para todos os n√≠veis; portanto, deve ser usada como aliada no processo educacional, uma ferramenta a mais que o professor tem a disposi√ß√£o para aumentar a motiva√ß√£o e o engajamento dos alunos.

Nesse cenário, cabe ao educador se atualizar, uma vez que o perfil da criança e o jovem do século XXI é muito diferente dos de outrora: são menos pacientes por serem expostos a um excesso de informação e estímulos, o que dificulta a atenção e a motivação.

Por isso, é essencial que o educador esteja a par das tecnologias disponíveis e traga para a sala de aula os recursos que melhor se adequam ao perfil e a faixa etária de seus alunos, de forma a criar um equilíbrio entre o uso da tecnologia e a interação com o professor, contribuindo para o aprendizado mais eficiente de seus alunos.

 

* Sylvia de Moraes Barros é CEO da The Kids Club

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