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A avalanche Mobile e a transformação da TI

A avalanche Mobile e a transformação da TI

by 13 de outubro de 2015 0 comments
Por Renato Bueno*

Na d√©cada de 1980 a IBM marcou √©poca com seu bord√£o ‚ÄĚNingu√©m nunca foi demitido por comprar IBM‚ÄĚ. Frase genial, que refletia o papel de TI: um meio, uma componente processual em uma empresa. Dez anos depois, surgiram a world wide web e a telefonia celular, trazendo mobilidade, liberdade, interatividade, tudo de forma instant√Ęnea. O mundo mudou. As pr√≥ximas gera√ß√Ķes – j√° habituadas √† disponibilidade e velocidade na busca e troca de informa√ß√Ķes – jamais ter√£o escrito cartas porque hoje tudo √© feito em tempo real. ‚ÄúA pr√≥xima gera√ß√£o‚Äú de quem falamos j√° tem hoje 25 anos e est√° revolucionando o consumo de produtos, de conte√ļdo e o ambiente de trabalho. Como tudo isso impacta nossas empresas e profissionais e TI?

Nos dias atuais, em que n√£o se dissocia produtos de servi√ßos, a Tecnologia da Informa√ß√£o √© mais do que nunca um diferencial competitivo em qualquer empresa, independente do segmento ou tamanho. Um ERP bem desenhado, um CRM eficiente e pr√°tico, interfaces de relacionamento com clientes internos e externos eficazes podem reduzir custos, incrementar vendas, assegurar market share e fidelizar o cliente. √Č importante repensar os processos, governan√ßa e paradigmas de tecnologia nas empresas com objetividade e pragmatismo.

O profissional de tecnologia precisa, portanto, conhecer e focar nos objetivos de neg√≥cio da empresa. Se voc√™ est√° em um ambiente onde todas as demandas partem das √°reas de marketing, vendas ou opera√ß√£o, reflita. Algo est√° errado. A mobilidade e a evolu√ß√£o das plataformas dispon√≠veis em nuvem tornam a implanta√ß√£o de novas solu√ß√Ķes, por mais inovadoras e desafiadoras que sejam, r√°pidas e custo-efetivas. Os geeks devem assumir seu papel de lideran√ßa e protagonismo. Levando inova√ß√£o aos processos corporativos e n√£o aguardando pelas reclama√ß√Ķes operacionais.

De acordo com o relatório Digital, Social e Mobile 2015, desenvolvido pela agência de marketing digital We Are Social, os brasileiros ficam em média 3,8 horas por dia conectados a dispositivos móveis. As atividades se baseiam em acesso a aplicativos, principalmente de mídias sociais e vídeos (23%), mobile banking (18%) e aplicativos de localização e games, que registraram 17% cada um. Já uma pesquisa divulgada recentemente pela ComScore apontou que cada brasileiro tem, em média, 16 aplicativos baixados em seu smartphone ou tablet.

Para se ter uma ideia do quanto o comportamento dos consumidores impactam na transforma√ß√£o tecnol√≥gica, dados apresentados pelo Nielsen mostram que os tr√™s momentos em que os brasileiros mais acessam seus smartphones s√£o: durante espera, como filas e tr√Ęnsito (58%); antes de dormir (48%), e logo ap√≥s acordar (4%).

Diante desse cenário, onde a mobilidade é parte da vida dos colaboradores e clientes de qualquer empresa, como integrar a mobilidade em seus processos? Qual sua estratégia de BYOD (Bring your own device)? Qual sua estratégia de relacionamento com clientes internos e externos através das redes sociais, e dispositivos móveis? Como aplicar uma proposta de Mobile Learning? M-Commerce?

O CIO deve reavaliar a sua posi√ß√£o. Ele n√£o est√° isolado, mas √© um dos principais atores que deve entender e integrar as demandas das principais √°reas de neg√≥cios, como marketing, finan√ßas, relacionamento com os clientes, entre outras. Somente assim, as organiza√ß√Ķes ter√£o a TI como diferencial competitivo e o seu papel ser√° de acompanhar as transforma√ß√Ķes na TI. Para isso, √© preciso deixar de lado a antiga vis√£o de centralizar a administra√ß√£o do parque de TI e mergulhar de vez no universo da terceira plataforma, onde o conceito e a ado√ß√£o de servi√ßos em Computa√ß√£o na Nuvem e estrat√©gias de marketing digital j√° s√£o uma realidade.

* Renato Bueno é Sócio-diretor da Skills Brasil

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