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5G: a evolução das redes móveis rumo à nova geração de telefonia

5G: a evolução das redes móveis rumo à nova geração de telefonia

by 28 de junho de 2019 0 comments

Por Pedro Torres *

A tecnologia 5G, conhecida popularmente como a nova geração de redes móveis, tem causado grande expectativa por conta da promessa de grandes benefícios, principalmente para o consumidor final, como velocidades para download e upload muito mais altas.

Nos pr√≥ximos anos, as operadoras se concentrar√£o inicialmente no fornecimento de banda larga m√≥vel aprimorada sobre a infraestrutura dessa nova rede, com taxas de transfer√™ncia que chegam a 20 Gbps por usu√°rio, e estabelecer√£o as bases para futuros aprimoramentos, como grande n√ļmero de dispositivos conectados √† IoT (Internet das Coisas, da sigla em ingl√™s), al√©m da oferta de benef√≠cios como conex√Ķes ultraconfi√°veis ‚Äč‚Äče de lat√™ncia ultrabaixa, que permitir√£o novas aplica√ß√Ķes.

Veremos a realiza√ß√£o de coisas como automa√ß√£o da manufatura com base no 5G, a dissemina√ß√£o da infraestrutura para o uso de carros aut√īnomos, al√©m de muitas aplica√ß√Ķes na √°rea da sa√ļde.

N√£o temos d√ļvida de que o 5G ser√° uma grande ferramenta para conectividade no mundo, n√£o apenas para os celulares, mas para os dispositivos em geral e at√© mesmo para as m√°quinas utilizadas na ind√ļstria.

Inicialmente h√° um interesse especial pela banda larga m√≥vel, mas com o passar do tempo veremos novos casos de uso, √† medida que os padr√Ķes v√£o sendo desenvolvidos, a ado√ß√£o de wireless fixo e o uso da tecnologia em termos industriais.

Em matéria de infraestrutura, o roadmap para as grandes operadoras na América Latina deve começar pelas redes macro/metro já existentes e, pouco a pouco, conforme necessitarmos de maior capacidade, com o investimento na densificação da rede.

Atualmente, iniciamos as ado√ß√Ķes com uma implementa√ß√£o n√£o standalone (dual conectivit) ancorada em LTE. Conforme as redes se tornem mais maduras, veremos implementa√ß√Ķes standalone com a disponibiliza√ß√£o do core 5G.

Com relação ao espectro, inicialmente veremos a adoção da banda de 3.5GHz e pouco a pouco serão utilizadas as bandas mais baixas para a cobertura de 5G, junto com as redes LTE, com dinamic spectrum sharing e tecnologias similares.

Com rela√ß√£o ao cronograma de disponibilidade, h√° v√°rios testes sendo feitos nos √ļltimos anos pelas operadoras, mas a implementa√ß√£o inicial em grandes cidades deve acontecer a partir de 2020. J√° a ado√ß√£o em larga escala deve ficar para 2021 e 2022.

Para atingir os objetivos na área do 5G, processos como densificação, virtualização e otimização de redes convergentes são essenciais. Para fornecer velocidades muitas vezes acima do 4G, é necessário contar com mais base stations dentro de uma área com maior densificação.

As operadoras de redes móveis começaram promovendo a densificação de suas redes com tecnologias 3G e 4G por meio da setorização e acrescentando Sistemas de Antenas Distribuidas (DAS) e small cells.

O processo de densifica√ß√£o tamb√©m exige solu√ß√Ķes mais sofisticadas de infraestrutura de cabeamento para fronthaul, backhaul e energia. Para a implementa√ß√£o do 5G, ser√° necess√°rio aumentar a capacidade por quil√īmetro quadrado e incluir mais espectro pelas torres existentes. Logicamente h√° um limite e o jeito mais interessante de fazer isso √© adicionar mais small cells.

Um grande desafio em mat√©ria de infraestrutura hoje para o 5G √© o fato de que as torres est√£o cheias de equipamentos. A ind√ļstria precisa encontrar formas de evoluir esses sites para acomodar os equipamentos 5G sem ocupar mais espa√ßo, ter mais equipamentos na mesma estrutura.

Em termos de virtualização, veremos cada vez mais as redes evoluírem para estruturas programáveis, flexíveis e construídas com base em software, permitindo executar todo tipo de aplicativo no hardware utilizado.

À medida que as RAN Centralizadas se converterem em Cloud RANs, as operadoras poderão gerenciar a infraestrutura na nuvem de qualquer lugar. Uma vez centralizadas as Unidades de Banda Base (BBUs), elas podem ser redesenhadas e reduzidas para concentrarem-se em processamentos específicos mais complexos.

A virtualiza√ß√£o de c√©lulas com C-RAN permite que as operadoras reutilizem de maneira din√Ęmica e eficiente um recurso escasso e caro, que √© o espectro. Com a mudan√ßa para uma rede RAN/ORAN com total interoperabilidade e aberta, as operadoras podem atingir seus objetivos.

A Open-RAN/ORAN é mais que uma atualização, é uma plataforma para uma nova maneira de fazer negócios.

E a otimização da rede é outro componente estratégico para a adoção de 5G. Ela se refere ao design e implantação para um desempenho superior, com maior eficiência em toda a rede convergente, do espectro de eficiência à implementação de balanceamento de carga virtualizado, de small cells com maximização do espaço a backhaul com eficiência energética.

O caminho rumo ao 5G é promissor, permitindo às operadoras de redes móveis, além de oferecem maiores velocidades, aprimorar a eficácia de implementação, maior flexibilidade de serviço e oferta de novos usos (e fontes de receita).

 

* Pedro Torres é diretor da CommScope para a Europa, América Central e América Latina

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