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42% das startups brasileiras existem há dois anos, sobrevivendo à crise

42% das startups brasileiras existem há dois anos, sobrevivendo à crise

by 29 de junho de 2017 0 comments

Um levantamento, realizado em parceria entre a Parallaxis Economia e Ci√™ncias de Dados e o escrit√≥rio jur√≠dico especializado em startups Perrotti e Barrueco Advogados, entre julho e outubro de 2016, com 120 empresas e investidores, sobre o mercado brasileiro de startups apresentou n√ļmeros e quest√Ķes significativas do segmento no Pa√≠s.

Atualmente, 81% das startups j√° est√£o formalizadas e 89,5% j√° desenvolveram seu plano de neg√≥cios. Os n√ļmeros mostram uma grande preocupa√ß√£o na regulariza√ß√£o da atividade logo no in√≠cio da opera√ß√£o, bem como na parte estrat√©gica. N√£o √† toa, 42,1% das startups j√° est√£o h√° mais de dois anos no mercado, tendo portanto sobrevivido a crise que assolou o Pa√≠s.

As novas pol√≠ticas de incentivo do Governo, como a Lei do Microempreendedor Individual, o Simples Nacional e o recente programa Startup Brasil, que visa proteger o investidor, s√£o progressos que vem incentivando o surgimento de novos empres√°rios que criam mais empregos e solu√ß√Ķes para um pa√≠s ainda carente em diversas √°reas. Com isso, al√©m de arrecadar mais impostos, o governo auxilia essa nova classe de empreendedores. Entretanto, dificuldades decorrentes de um ambiente trabalhista e tribut√°rio complexo e oneroso, ainda dificultam um maior avan√ßo das startups nacionais.

Hoje a taxa de mortalidade de startups no país é de 25% ao ano.

Coletivamente, nove grandes empresas de tecnologia, que mal existiam uma década e meia atrás, agregaram cerca de US$ 1 trilhão de dólares em novas riquezas para o PIB norte-americano. Sendo esta a visão que se tem de start ups, aqueles que não conhecem o setor podem ficar surpresos com o faturamento bruto anual de uma startup no Brasil: 72% delas não chegam a 50 mil reais, enquanto apenas 6% fatura mais de 500 mil reais ao ano.

Assim, para atender ao grande volume de trabalho associado à falta de capital no início das atividades, mais de 70% das startups possuem entre dois e quatro sócios e nem todos chegam a contratar mão de obra externa, 21,6% não possuem nenhum funcionário.

Com o intuito de se tornarem lucrativas, um resultado já esperado é o objetivo mais comum entre as startups: 44,8% buscam ser escalável. Ainda de acordo com o relatório, no modelo de negócio para o usuário final, 73,7% atuam de forma paga, outra forma de ganho das empresas.

Vale ainda avaliar a rela√ß√£o entre startups e aceleradoras, incubadoras e parques tecnol√≥gicos. Entre os entrevistados, 61,1% acreditam que a import√Ęncia de uma aceleradora, incubadora e parque tecnol√≥gico √© irrelevante ou pouco relevante. Pode-se atribuir este dado ao pouco acesso a estas institui√ß√Ķes, uma vez que 60,5% se declaram independentes.

Apesar destes dados, 28,9% das startups estão em parques tecnológicos e 38,8% acreditam que participar de programas de fomento são importante, muito importante ou indispensável. Os programas de aceleração pedem em 51,6% dos casos como contrapartida um percentual de participação, 32,3% pedem uma taxa de locação que pode ser relacionado com as empresas em co-working e outras realizam um trabalho sem contrapartida palpável, ou seja, disponibilizam assessoria gratuita, modelo que tem grande ocorrência entre os parques tecnológicos.

Recursos 
Com rela√ß√£o ao funding, 57,9% das startups pesquisadas responderam que j√° conseguiram realizar uma primeira rodada de capta√ß√£o para investimentos. Dessas, o maior percentual foi entre R$ 501 mil √† R$ 1 milh√£o com 27% das capta√ß√Ķes registradas na pesquisa, sendo a principal fonte de capta√ß√£o os investidores anjos com 34% dos entrevistados.

Entretanto, apesar do crescimento de 300% no capital investido em startups entre 2013 e 2016, o n√ļmero de investidores anjo no pa√≠s teve um acr√©scimo pequeno, de apenas 3%. Assim, 42% das empresas pesquisadas ainda n√£o captaram recursos com investidores. Desse universo, 42,5% afirmam precisar de capital entre R$ 500 mil √† R$ 1 milh√£o.

O relat√≥rio ainda conclui que o n√ļmero de startups no mercado brasileiro est√° crescendo rapidamente. H√° algumas iniciativas que tem contribu√≠do para favorecer esse cen√°rio, por√©m ainda √© arriscado afirmar qual ser√° o resultado dessas iniciativas em um per√≠odo de 3 a 5 anos. Para consolidar um resultado positivo ap√≥s esse per√≠odo, √© necess√°rio uma evolu√ß√£o maior do mercado e uma melhora, ou pelo menos estabilidade, no atual cen√°rio econ√īmico nacional. Afinal, um aumento na taxa SELIC, ou altera√ß√Ķes no regime tribut√°rio ou trabalhista, que n√£o considerarem uma √≥tica de simplifica√ß√£o de tais processos, podem comprometer um futuro promissor para o mercado de startups no Brasil.

 

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