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Wickbold migra TI para nuvem gerenciada da HPE

Wickbold migra TI para nuvem gerenciada da HPE

by 29 de novembro de 2016 0 comments

A Wickbold, empresa brasileira líder na produção de pães especiais e saudáveis, abdicou de seu datacenter próprio, originalmente instalado na matriz da companhia em São Bernardo do Campo, São Paulo, e migrou toda sua infraestrutura de TI para a nuvem, hospedada pela Hewlett Packard Enterprise.

Os objetivos desta grande operação eram mitigar riscos ao negócio, garantir mais disponibilidade e sinergia entre as áreas da empresa, organização nos processos e escala de crescimento, além de ganhar flexibilidade, etapas necessárias para um departamento de TI estratégico que passaria a ser mais envolvido no negócio.

“Nós conseguimos evoluir dez anos em apenas dois”, resume Marcos Paulo Bertoncelo, CIO da Wickbold.

A mudança começou em 2012, quando a companhia completou 74 anos de história. Na época, a Wickbold decidiu profissionalizar sua gestão com a criação de um board formado por executivos do setor, sem, no entanto, perder sua essência e valores. A meta era para modernizar os negócios e acompanhar a movimentação do segmento, a fim de continuar na liderança da produção de pães no Brasil. Dentro desse processo estava a reestruturação da infraestrutura de TI da empresa, que começou com a chegada do atual CIO.

Cenário anterior
Até então, a Wickbold possuía racks de servidores usados e sem garantia de manutenção, o que limitava a capacidade de sustentação para novos projetos, como por exemplo a adoção de um sistema integrado de gestão (ERP). Além disso, havia apenas um sistema, sem espelhamento, controlando as quatro fábricas e nove centros de distribuição da empresa. Portanto, se o sistema falhasse, toda a operação no Brasil era impactada.

Com tecnologias defasadas, a TI da empresa tinha que vencer desafios que iam dos mais básicos aos mais complexos, como superar a falta de contingência de facilities. Ou seja, os profissionais tinham que ficar em constante alerta para evitar que a falha de um ar condicionado, por exemplo, causasse a paralisação dos sistemas e impedisse a emissão de pedidos e notas fiscais.

Problemas não tão comuns a equipes de TI tradicionais também eram registrados. O principal deles era o fluxo intenso de caminhões e guindastes passando sobre a faixa de terreno onde fibra ótica subterrânea estava instalada. Também havia manobras de containers em frente ao data center da companhia, deixando toda operação vulnerável a um acidente físico.

Processo de adoção
Há cerca de dois anos, um complexo business case foi preparado elencando todos os pontos com riscos eminentes para a operação – desde coisas simples como o ar condicionado do data center, até detalhes bem mais complexos, como a independência de cada filial da empresa em relação à estrutura da matriz.

“Foram 12 meses de estudos, relatórios, planilhas e apresentações para que o projeto fosse aprovado. O grande fator decisório foi a escolha de parceiros certos, que conseguiram nos apoiar a desenhar uma solução segura, estável e simples, com garantias de disponibilidade e redundância para que a operação não parasse. O que investimos nesse projeto equivale a um dia de perdas financeiras, caso tivéssemos algum problema na TI e parássemos a fábrica”, explica o CIO Marcos Paulo Bertoncelo.

No processo, Bertoncelo mostrou ao board os riscos que o antigo data center trazia em termos de energia elétrica, climatização, infraestrutura, conectividade e backup, além de desenhar os cenários ideais para atender às necessidades de negócios da Wickbold. Foram apresentados três cenários de mudanças para que os executivos escolhessem o que mais atenderia à companhia. Após a escolha, foram apresentados os fornecedores e a Hewlett Packard Enterprise (HPE) se destacou, já que apresentou soluções compatíveis com as necessidades da Wickbold.

A implementação do novo data center da companhia, usado para desenvolvimento de aplicações, garantia de qualidade e provas de conceito, começou em 2015 e logo tudo relacionado à operação foi para a nuvem da HPE. Desde aplicações mais simples, até o próprio ERP atualmente utilizado pela companhia. “O planejamento foi muito interessante e desafiador. Conseguimos realizar três grandes projetos: a criação de dois data centers, um deles na nuvem, renovação da estrutura de conectividade e a implantação do SAP. Tudo em um ano e meio, dentro dos prazos e custos aprovados”, ressalta Bertoncelo.

Para mitigar riscos e evitar qualquer problema com o processo de faturamento, a Wickbold, juntamente com a Hewlett Packard Enterprise, montou um plano de contingência de três níveis para a migração, o que garantiu a tranquilidade do processo.

Durante a fase de testes, a HPE criou um ambiente-bolha, ou seja, um retrato fiel da produção da companhia, testando tudo o que seria implementado para garantir mais segurança para o cliente e mitigar qualquer problema futuro. “Ficamos nesse ambiente bolha por três semanas. A HPE estava sempre disponível para nos ajudar”, explica o CIO. “Nós não tivemos rupturas no negócio. Isso é muito importante. Migramos o ambiente em um dia e meio e a empresa continuou funcionando. Lógico que registramos lentidão, mas fizemos as devidas revisões e adequações de forma rápida e as mesmas foram resolvidas. O importante é que não deixamos de faturar em nenhum momento.”

Resultados de negócio
Após a adoção da infraestrutura HPE, as filiais ganharam contingência de conectividade e independência de sistemas. Com uma infraestrutura mais flexível, sem limitação de espaço para crescer, o departamento de TI passou a se engajar nas decisões do negócio, deixando no passado o papel de apoio técnico. “Ganhamos sinergia, organização e ainda enxugamos nosso data center de 100 servidores para 60, aumentando a escalabilidade para apoio ao crescimento da Wickbold.”, detalha Bertoncelo.

A metodologia, a condição do projeto, a experiência, a preocupação com os riscos e a contingência robusta, além de possuir a melhor tecnologia, foram alguns dos fatores que fizeram a Wickbold escolher a HPE, que já embarca no próximo desafio da companhia, de acordo com Bertoncelo. “Para o próximo ano, nosso principal desafio será integrar a área de tecnologia da Seven Boys, recentemente adquirida pela Wickbold.”

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