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Paperless, na Vale, é parte da transformação digital

Paperless, na Vale, é parte da transformação digital

by 10 de julho de 2017 0 comments

A mineradora multinacional brasileira Vale caminha para a transformação digital com o objetivo de reduzir custos, eliminar a papelada para aumentar a produtividade de pessoas e equipamentos, reduzir os riscos de saúde e segurança para os empregados. A companhia desenvolveu seus próprios apps para que os empregados possam fazer por celular ou tablet as atividades que antes eram realizadas em computadores de mesa ou até mesmo em papel. A “AppStore”, disponível na intranet da empresa, já conta com 22 aplicativos.

A tecnologia mobile é parte da estratégia da empresa de transformação digital, baseada em três pilares: TI Industrial para promover o uso da Internet das Coisas (IoT); análise avançada de dados para prever e solucionar problemas antes mesmo de eles ocorrerem; e mobilidade para liberar os empregados para realizarem atividades operacionais.

Um dos exemplos da modernização da companhia é o aplicativo chamado Siga Brizzo, pelo qual o mecânico recebe a ordem de manutenção de forma online, sem necessidade de papel. Antes da criação do aplicativo, a equipe de Planejamento preenchia uma folha de papel com a ordem de manutenção para os equipamentos.

Um empregado levava esse papel até a oficina, onde o mecânico descrevia o que era feito, em quantas horas e com quais peças. Em seguida uma pessoa buscava o papel e o levava para o escritório, onde digitava tudo no computador e inseria no sistema.

As oficinas da Vale fazem manutenção de vários equipamentos, como por exemplo os caminhões fora de estrada, que carregam até 400 toneladas de minério de ferro – sua altura é equivalente à de um prédio de dois andares. Ou as centenas de vagões de trem que servem às duas ferrovias que a empresa opera: a Estrada de Ferro Vitória a Minas e a Estrada de Ferro Carajás, que liga Maranhão ao Pará.

Na modernização com o app, foram distribuídos 2.500 coletores de dados (palmtops) e 500 tablets pelos quais os empregados das oficinas consultam a ordem de manutenção, inserem todos os dados do serviço e os reenviam para a área de planejamento. Sem papel e sem retrabalho. Só no ano de 2016 foram economizadas 376 mil horas de digitação, 7,8 mil horas de deslocamento até as oficinas e 2,6 milhões de folhas de papel.

Outros apps ajudam a empresa a alcançar suas metas estabelecidas de ter zero acidentes de trabalho. Um deles é inspeções; outro para relatar incidentes ou “quase-acidentes” – é possível até tirar fotos do ocorrido para enviar à equipe que fará uma investigação sobre suas causas com o objetivo de identificar os responsáveis e aperfeiçoar os controles.

Outros dois aplicativos estão disponíveis aos empregados para denunciar situações de risco, que podem ser centradas na matéria (como um bueiro sem tampa ou um corrimão de escada solto) ou na pessoa (por exemplo: um empregado que não está usando o equipamento de proteção individual de forma adequada).

Digamos que um empregado veja um bueiro sem tampa. Antigamente ele teria de preencher um formulário em papel e depositá-lo numa urna. Em seguida um profissional recolhia os formulários, digitava as ocorrências no sistema e só aí a demanda chegava para o setor responsável por solucioná-la.

Desde meados deste ano, o empregado já pode acessar um aplicativo em seu telefone pessoal e fazer a denúncia no momento em que notar o problema. Assim, ela chega imediatamente ao responsável. Denúncias como essa são fundamentais para que se tomem providências a fim de evitar acidentes.

Defeitos de um vagão
Outro app eliminou a papelada ao modificar o processo de manutenção dos vagões após viagens. Os trens operados pela Vale viajam 979 quilômetros entre as minas de Carajás, no Pará, onde são carregados com minério de ferro, e o porto de Ponta da Madeira, em São Luís, onde esse produto é embarcado para os clientes.

São 330 vagões em cada trem! Quando chegam ao porto, os trens são acoplados a um equipamento chamado “virador de vagões”, que fazem exatamente o que o nome sugere: viram os vagões, despejando o minério numa correia transportadora que seguirá em direção ao terminal de embarque. É nessa hora que dois empregados aproveitam para conferir se há algum defeito nos vagões. Os que têm problemas pequenos vão para as equipes de pátio e, em caso de defeito crítico, o vagão é retido. São mais de 50 defeitos possíveis e ainda é preciso indicar em que parte do vagão está o problema. Por dia costumam ser registrados 139 defeitos por virador.

Antigamente tudo isso era anotado em papel pelo inspetor. Em seguida outro empregado pegava os papéis e passava tudo para o computador. Era um gasto desnecessário de material e uma perda de tempo. E ainda podia acontecer de o responsável pela digitação não entender o que tinha sido anotado pelo inspetor.

No ano passado foi desenvolvido um aplicativo para tablet em que esses dados podem ser inseridos diretamente no sistema pelo próprio inspetor. A novidade começou a ser implantada em abril. A inovação representa ganho de produtividade, com melhor utilização dos recursos humanos, e impacto positivo para o meio ambiente, com o menor uso de papel.

Acesse os outros sites da VideoPress

Portal Vida Moderna – www.vidamoderna.com.br

Radar Nacional – www.radarnacional.com.br

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