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Investimento em TI cresce em 2015 no País. Bancos seguem na pole position, avalia FGV

Investimento em TI cresce em 2015 no País. Bancos seguem na pole position, avalia FGV

by 16 de abril de 2015 0 comments

Aos quatro cantos do mercado, números pipocam de todo lado, gerados de pesquisas sobre gastos e investimentos na área de TI no Brasil. Há institutos e consultorias que apontam queda em 2014/2015 e outros que registram crescimento, ainda que tímido (0,1%), como o realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o estudo anual Administração e Uso da Tecnologia da Informação nas Empresas, em sua 26ª edição. No anterior, o crescimento médio apontado pela FGV foi de 7,5% e tinha estimativa para essa versão de 7,8%. Para 2016, a estimativa da FGV é um pouco mais favorável, arriscando a marca de 8%

Divulgado hoje (16/04), o levantamento, que contou com a participação de 6 mil grandes empresas com atuação em solo nacional, apresenta o cenário de gastos e investimentos em TI, de abril de 2014 a abril de 2015, mas também mostra a sua evolução ao longo da última década. Sem nenhuma surpresa, de lá para cá, o crescimento tem sido uma constante, até porque, as empresas bem-sucedidas, cada qual em seu mercado, estão entre as que mais investem em tecnologia da informação, segundo reforçou o professor Fernando Meirelles, comandante da pesquisa. Sendo assim, no período de abordagem da 26ª edição, gasto e investimento em TI registraram incremento de 7,6% da receita das companhias.

Para detalhar mais esse resultado, o custo anual por usuário (gastos e investimentos em TI divididos pelo número de usuários nas empresas) continua crescendo e atingiu R$ 29.100,00. “E as empresas ainda vão gastar muito mais”, estima o professor. Ele explica que, diferentemente dos outros institutos de pesquisas, na metodologia da FGV, “gastos e investimentos em TI” representam tudo o que a empresa gastou em TIC, dividido pela receita. “É a forma mais assertiva de usar a métrica nesse tipo de levantamento”, sentencia.

Prosseguindo na trajetória de ampliação do destino de recursos para a área de TI, os bancos exibem nada menos do que o dobro da média do mercado (7,6%), ou seja, 13, 8%. “Ainda que o cenário macroeconômico não esteja favorável, trata-se de um segmento que só tende a aumentar os investimentos em tecnologia da informação”, confirma Meirelles. “Eles gastam em média R$ 54 mil por ano por teclado.”

Meirelles faz questão de ressaltar que nos últimos dez anos, para toda a indústria de capital aberto (não incluindo serviço e comércio), e não importando o setor de atuação, cada 1% a mais de gasto e investimento em TI, depois de dois anos, ela irá colher o fruto precioso de mais de 7% de lucro.

Sem apoiar-se em nenhum estudo científico, apenas por observação e constatação, o professor alerta para o fato de que todos os bancos que mais investem em TI são os que apresentam maior lucro em suas operações. “Eles também vão prosseguir investindo, e muito, em TI, independentemente de crises financeiras”, aposta.

Fatiando os resultados

O mercado nacional de computadores, considerando o uso corporativo e doméstico, atingiu 145 milhões de micros no final de 2014 e em maio de 2015, um total de 152 milhões de máquinas em uso. Isso significa 75% per capta em uso, ou seja, três computadores para cada quatro habitantes. Nesse ritmo, segundo o estudo, mantido o cenário atual da economia, o Brasil vai atingir a marca de 100% per capta, ou seja, um computador por habitante, até o final de 2017, totalizando 208 milhões de computadores em uso.

Mas nem tudo são flores. Pela primeira vez em 30 anos, a venda anual de computadores caiu 10% em 2014, totalizando 20,4 milhões. Para 2015, a FGV estima a soma de 22 milhões de máquinas, registrando crescimento de 8%, o que significa mais da metade de tablets.

No mercado de software no País, destaque para o segmento de inteligência analítica (IA) que prossegue com a disputa entre as gigantes SAP, Oracle e Totvs. Ao avaliar a participação das empresas o estudo mostra, sem surpresas, o ganho de participação da Totvs em empresas menores (de até 140 teclados) e a SAP, nas de maior porte (com mais de 700 teclados). O que abre margem para o avanço de SAP, Oracle e IBM em empresas maiores.

“Isso porque a SAP, que não possui amplo portfólio, tem mesmo de buscar as PMEs. O que não é o caso das outras”, justifica Meirelles. Ele acrescenta que nos últimos dois anos IA tem sido responsável pela maior fatia de lucro dessas empresas. Nesse ranking de Inteligência Analítica, está na ponta a SAP com participação de 26%, seguida pela Oracle, com 21% e Totvs (16%). Microsoft aparece em quarto lugar, com 10% apoiados no Dynamics.

“Quanto menor o porte da empresa, mais iremos encontrar Dynamics rodando”, diz Meirelles. Já em sistema de gestão empresarial (ERP), quem lidera é a Totvs, com participação de 36% em mais da metade das menores empresas no Brasil. Em segundo está a SAP com 30%, em mais da metade das empresas maiores (situação inversa da Totvs). A Oracle vem em terceiro, 16%, com presença marcante em companhias de grande porte.

Consolidando os resultados, a conclusão da FGV é que gastos e investimentos em TI no Brasil continuarão crescendo, tendo os bancos como ávidos consumidores de tecnologia da informação, faça chuva ou faça sol, porque o histórico do mercado, do qual ninguém pode fugir, guarda registros de que um dos caminhos para o sucesso, independentemente da área de atuação da empresa, é a TI, que tem gerado lucros incontestáveis.

 

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