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43% dos usuários do Facebook desconhecem origem dos textos que leem

43% dos usuários do Facebook desconhecem origem dos textos que leem

by 13 de maio de 2016 0 comments

O modo como o Facebook tem se tornado um hub de notícias e conteúdos gerais começa a ganhar atenção de quem está preocupado em entender o comportamento do consumidor digital. Empresas querem sabe o impacto sobre as marcas, mídia está interessada em ganhar mais leitores e – claro – muita gente está apenas querendo criar desinformação.

Uma pesquisa da Digital Content Next, uma associação comercial de editores premium, descobriu que a maior parte do tempo (57%), as pessoas estão cientes do título que estão clicando e de onde ele vem. Isso sugere que criadores de conteúdo que já estão bem estabelecidos e são conhecidos conseguem vantagem nas mídias sociais, já que o Facebook costuma influenciar outras plataformas de comunicação.

Por outro lado, a pesquisa mostra que 43%, um índice que se aproxima da metade, dos usuários do Facebook não fazem a mínima ideia do que significa e de onde vem o conteúdo clicado para ler ou compartilhar. Em geral, a manchete é boa e atrai. E isso basta para eles.

Jason Kint, CEO da Digital Content Next diz que, embora preocupante, o cenário ainda favorece as marcas, empresas e influenciadores conhecidos. “A confiança é fundamental para que eles cliquem no conteúdo. Quem está em dificuldades é quem usa o click bait”, diz, referindo-se aos textos que trazem título ou imagem sensacionalista somente para chamar a visualização e, no final, o conteúdo é fraco ou mentiroso.

Mas o especialista também alerta que isso pode trazer dificuldades para editores pequenos e criadores de conteúdo que estão começando. Eles possuem menos recursos para “apostar” no Facebook e o crescimento da audiência se dá muito devagar ou acaba se estagnando.

A conscientização também não é uniformemente distribuída. Esportes e notícias gerais têm o maior índice de reconhecimento (61%). Na outra ponta, com 51% estão os conteúdos de estilo de vida. Kint explica que isso ocorre porque há uma dispersão muito maior nos produtores desse tipo de material e surgem novos a cada momento, enquanto isso, esportes e notícias são mais estabelecidos.

Bom e ruim
Mesmo com perfis dominantes, há uma possibilidade para pequenos e desconhecidos crescerem. Cerca de 40% dos pesquisados declararam que clicam em conteúdo de quem nunca ouviram falar, abrindo chances para a descoberta de novos produtores.

Nesse aspecto, uma curiosidade aparece. Apesar de o senso comum indicar que os jovens são mais desenvoltos a descobrir coisas novas, a faixa de 12 a 19 anos é a que menos clica em conteúdo novo ou desconhecido.

A pesquisa também descobriu que a leitura on line das pessoas é quase igualmente dividida entre sites ou aplicativos dos editores (35%), motores de busca (31%) e mídias sociais (34%). Mas a mídia social acaba ficando mais importante porque 69% declararam que depois de ler uma história nesses sites como o Facebook, eles estariam propensos a visitar o site do editor.

Acesse os outros sites da VideoPress

Portal Vida Moderna – www.vidamoderna.com.br

Radar Nacional – www.radarnacional.com.br

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